Lisboa: CDS questiona atribuição de casas municipais a cidadãos presos
O vereador do CDS na Câmara de Lisboa entregou esta quinta-feira um pedido de informação para saber quantas casas municipais são concedidas a cidadãos presos preventiva ou efectivamente, questionando se essas habitações devem ou não continuar atribuídas.No documento, António Carlos Monteiro pede explicações ao presidente António Costa (PS) sobre a fiscalização que a empresa municipal GEBALIS, que gere os mais de 23 000 fogos da câmara e tem 18,3 milhões de euros de rendas em atraso, faz destes casos.
O vereador lembra que este mês foram detidos vários moradores dos bairros da Cruz Vermelha (Lumiar) e do Casalinho da Ajuda por tráfico de armas, tendo alguns destes residentes sido identificados como intervenientes em tiroteios nestes locais.
A "grande maioria" destes detidos, acrescenta, são beneficiários do rendimento social de inserção, mas ostentam "claros sinais de riqueza exterior, como anunciou a PSP".
O CDS afirma que os bairros camarários "não podem servir de abrigo a criminosos" e que estes não podem considerar-se "donos" dos mesmos, enquanto beneficiam dos apoios sociais atribuídos pela autarquia.
Além disso, quando as pessoas estão na prisão, o fogo que lhes está atribuído pode ficar devoluto.
"Qual é o entendimento da maioria e da vereadora com competência delegada [Helena Roseta] sobre o fato de a câmara ter casas vazias porque estas foram atribuídas pela autarquia a quem está preso preventivamente ou a cumprir prisão efectiva?", questiona António Carlos Monteiro.
O vereador quer saber também que políticas tem o município para quem sai da cadeia e quer regressar ao seu bairro, que medidas estão previstas para as famílias dos reclusos.
CDS com RTP.pt
Etiquetas: Acção Social, António Carlos Monteiro, CML, GEBALIS, Habitação Social, Lisboa






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