CDS reitera críticas ao diploma e aponta inconstitucionalidades CDS reitera críticas ao diploma e aponta inconstitucionalidades
O CDS-PP reiterou hoje as críticas ao Regime do Contrato de trabalho em Funções Públicas hoje promulgado pelo Presidente da República, argumentando que alguns aspectos podem ser inconstitucionais."Mantemos muitas críticas ao diploma e consideramos que alguns aspectos podem mesmo estar feridos de inconstitucionalidade. O Estado pede para si direitos que não dá aos particulares colocando-se numa situação de total supremacia o que pode ser inconstitucional", considerou Pedro Mota Soares.
"Se um trabalhador a recibos verdes numa empresa privada for despedido e for a tribunal, se se tratar de um caso de falsos recibos verdes, o tribunal manda-o reintegrar. Se acontecer o mesmo com um funcionário público, o tribunal manda-o para casa para o subsídio de desemprego", exemplificou.
O diploma, cuja data de promulgação a Presidência não quis precisar, foi aprovado no Parlamento a 18 de Julho pela maioria socialista com as abstenções do PSD e do CDS-PP e os votos contra do PCP, Bloco de Esquerda e Verdes.
O novo Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas visa aproximar a legislação laboral do sector público à do sector privado.
O deputado democrata-cristão frisou que o CDS-PP optou pela abstenção na votação final global do diploma "mantendo muitas críticas".
O CDS-PP condenou ainda a forma como o Governo e a maioria socialista pretendem fazer a convergência entre os regimes do sector público e privado.
"O PS mudou as regras para a Função Pública e daqui a quinze dias vai mudar regras para o privado", disse, referindo-se à prevista aprovação do Código do Trabalho na Assembleia da República.
Para Mota Soares é "um enorme contra-senso que implicará que daqui a algum tempo se venha alterar o regime de contrato de trabalho da Função Pública".
Lusa






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