segunda-feira, julho 07, 2008

Opinião - CDS

O partido do táxi, ou simplesmente CDS para os amigos, parece agora um Bentley.
Porque não vai havermaioria absoluta socialista em 2009. O Bloco Central também não parece viável como muitos desejariam, nem enquanto software (acordos de regime), e muito menos como hardware (coligação parlamentar).
Para governar, o PS pode escolher fazê-lo à esquerda, para calar o dr. Louçã; para isso basta-lhe passar a já construída Ponte Manuel Helena Alegre Roseta, mas o gesto pode levar à emigração
de capitais e pessoas.
Ou pode fazê-lo à direita, com o CDS, recordando os bons anos 70, quando o dr. Soares liderou um executivo por exactamente 8 meses e 5 dias.
Também o PSD, cujas hipóteses de chegar a uma maioria absoluta em2009 subir a mà
estratosfera com a dra. Manuela Ferreira Leite, terá apesar de tudo dificuldade em consegui-lo. Não parecendo que seja partido capaz de partilhar a mesa ou seja o que for com revolucionários, resta-lhe também um entendimento com o CDS.
Mas o ponto desta crónica não era exactamente copiar todos os outros cronistas e apresentar o CDS como “a” alternativa à falta de maiorias. Gostaria antes de recordar que, na actual legislatura, foi o CDS – e não o PC, como era tradição – a apresentar mais serviço no Parlamento,
a questionar os pontos mais obscuros do executivo, a fazer mais sugestões para a qualidade de vida dos portugueses. O CDS pós “Paulinho das feiras” cresceu politicamente. O bando da
furgonete parece agora um grupo capaz de se sentar ao volante do País, nem que seja no lugar de co-piloto.

Sérgio H. Coimbra
Director do Jornal Meia Hora