terça-feira, julho 15, 2008

Loures tem 80 polícias por turno para 200 mil pessoas, diz CDS

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou hoje que o concelho de Loures tem cerca de 80 polícias por turno para 200 mil habitantes e perguntou «como é possível», defendendo um aumento de efectivos.
Por outro lado, Paulo Portas defendeu a videovigilância em bairros como a Quinta da Fonte e leis penais que impeçam «a libertação dos criminosos 24 horas depois».
Em declarações aos jornalistas, depois de ter recebido no Parlamento o Sindicato de Profissionais de Polícia (SPP), Paulo Portas recusou desvalorizar os confrontos com armas de fogo ocorridos sexta-feira na Quinta da Fonte, em Loures.
«A política de segurança está fraca e a crise de insegurança é forte», considerou, perguntando em seguida «quantos polícias existem no concelho de Loures para dar segurança a 200 mil habitantes».
«Não ouvem o senhor ministro responder a isto, não ouvem os intelectuais de esquerda falar disto», observou Paulo Portas, respondendo em seguida à sua própria pergunta.
Segundo o presidente do CDS-PP, «no território do concelho de Loures há 351 polícias» no total, o que significa «cerca de 80 polícias por turno, ainda sem descontar os que estão a fazer trabalho processual ou administrativo».
De acordo com Paulo Portas, «o rácio ideal que o Governo tem reconhecido é um polícia para 217 habitantes» e «o concelho de Loures está mais de dez vezes abaixo disso».
«É bom que as pessoas saibam isto. É um exemplo flagrante do erro que constituiu a política de efectivos da polícia cometido por este Governo», considerou.
«Como é que é possível? Os cidadãos perguntam: onde está a polícia?», alegou Paulo Portas.
Além de defender mais efectivos «nas cerca de duas dezenas de concelhos à volta de Lisboa, do Porto e de Setúbal, onde está a criminalidade séria e muito problemática em Portugal», o presidente do CDS-PP defendeu a videovigilância em bairros como a Quinta da Fonte.
«O que se passou foi conhecido porque houve alguém que filmou. Esse acaso não se repete sempre. Devia haver videovigilância como nós defendemos», argumentou.
Por outro lado, Paulo Portas lamentou que «os criminosos nunca sejam detidos e sejam soltos 24 horas depois».
«Os bandidos vêm cá para fora. O que o país sente é que há impunidade», sustentou, defendendo que «isso resolve-se com leis penais e processuais penais verdadeiramente severas para quem pratica criminalidade grave».
Paulo Portas referiu que os confrontos ocorridos em Loures têm também na origem «questões de integração e de mediação social, como é evidente».
«Mas para falar da questão social já está toda a gente. Há aqui um problema de autoridade», concluiu.



in Lusa