Quinta-feira, Maio 01, 2008

CDS preocupado com instabilidade na Policia Júdiciária

Sobre a redução de detenções por parte Polícia Judiciária (PJ), Nuno Magalhães, do CDS-PP, afirma que há responsabilidades políticas que não são assumidas, principalmente em relação à falta de meios.
“Pior do que existirem problemas, é não querer ver esse problemas, e penso que é esse o mal de que padece o Sr. Director Nacional da Polícia Judiciária [Alípio Ribeiro]”, disse o deputado centrista à Renascença.
Alípio Ribeiro justificou, em declarações à Agência Lusa, que a redução no número de detenções "não traduz" uma perda de operacionalidade da Judiciária, mas resulta de ter deixado de cumprir mandados judiciais do âmbito de outras polícias.
Nuno Magalhães não aceita esta explicação e aponta o dedo a vários situações, nomeadamente ao facto de o quadro de investigadores da PJ “não estar preenchido”, de a “lei orgânica ainda não ter entrado em vigor” e de a Judiciária ter “um horário normal de função pública, que não é manifestamente compatível com a sua natureza e com as suas funções de combate à violência grave.
O que nós vimos é que a Polícia Judiciária, este órgão que é essencial no combate à criminalidade, vive há um ano em absoluta instabilidade”, sublinha.
De acordo com a edição de hoje do “Diário de Notícias”, no primeiro trimestre deste ano a percentagem de detenções da PJ baixou 53% relativamente ao período homólogo de 2007 e as buscas baixaram cerca de 20%.
RR

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