sexta-feira, abril 04, 2008

Portas desvaloriza críticas de Jaime Silva

O líder do CDS-PP desvalorizou hoje as acusações que lhe foram feitas pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, afirmando que as suas declarações nesta área têm "forçado" o pagamento das dívidas aos agricultores.
O ministro da Agricultura, Jaime Silva, acusou hoje o líder do CDS-PP de estar "à procura de bandeiras" devido à sua "situação politicamente muito fragilizada", desafiando-o a apresentar políticas agrícolas alternativas em vez de só "bater e fugir".
"O doutor Paulo Portas está numa situação politicamente muito fragilizada, que o leva a andar à procura de bandeiras", acusou Jaime Silva, em declarações à Lusa, numa reacção às críticas ao ministério da Agricultura do líder do CDS-PP, Paulo Portas, de só "pagar sob pressão" e de que "é mais amigo do ministério das Finanças do que dos agricultores".
Relativamente aos projectos de resolução hoje entregues pelos democratas-cristãos no Parlamento, Jaime Silva considerou que se trata de uma atitude que revela "a muito pouca consideração" que Paulo Portas tem pela Assembleia da República e pelos deputados, uma vez que esteve no Parlamento há poucos dias.
"Eu concentro-me na realidade. Há várias áreas em que o Estado ainda tem dívidas para com os agricultores", respondeu Paulo Portas, no final de uma reunião com o comando distrital de Santarém da PSP, no início de uma visita pelas estruturas distritais do partido que se prolonga até sábado.
"O Ministério devia as agro-ambientais e as medidas compensatórias. Levantei a questão e acabaram por pagar no passado dia 31. Revela que eu tinha razão", afirmou, sublinhando que hoje apenas lançou mais um "alerta muito significativo".
Portas entregou hoje no Parlamento quatro projectos de resolução que recomendam o pagamento de "dívidas" aos agricultores, incluindo as compensações pelo abate de pinheiros, a restituição das taxas remuneratórias cobradas indevidamente, o pagamento às organizações pela delegação de competências e a recuperação do atraso no processo de candidaturas a fundos comunitários.
Portas questionou se "é ou não verdade" que o Estado "entrou pelas propriedades dos agricultores que tinham pinheiros, "cortou as árvores, vendeu a madeira e ainda não pagou?".
O líder popular criticou ainda a decisão de acabar com as comparticipações à electrificação das propriedades, perguntando se um país em que o primeiro-ministro "anda a distribuir computadores às crianças" pode permitir que os agricultores tenham de recorrer a geradores "como no terceiro mundo".
Portas justificou o início da visita ao distrito de Santarém com uma reunião na PSP com a importância que dá às questões da segurança, frisando a necessidade de dotar as forças de segurança dos meios necessários para prevenir um tipo de criminalidade que está a assumir "formas novas, mais perigosas, mais sofisticadas".
Sábado, o líder do CDS-PP vai realizar 12 reuniões "internas, com militantes" para discutir questões que visam a melhoria da organização do partido num distrito onde, nas últimas legislativas, o CDS-PP perdeu a representação parlamentar, deputado que quer recuperar em 2009, disse.

Lusa

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