Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008

Luís Queiró lembra que é preciso recordar ao Kosovo que o percurso que for agora seguido condicionará, inevitavelmente, a sua relação futura com a UE

Intervindo no debate sobre a declaração de independência do Kosovo, Luís Queiró, deputado do CDS-PP ao Parlamento Europeu considerou hoje, em Estrasburgo, que "vinte anos após a implosão do Império soviético, não (devemos provocar) aquilo que os comunistas de então não conseguiram: colocar a Sérvia na esfera exclusiva de Moscovo. Esse erro não podemos cometer."
"Depois da declaração unilateral de independência do Kosovo, o pior que poderia agora acontecer era que uma impossibilidade de acordo nos colocasse na indesejável circunstância de espectadores de um agravar das tensões e, quem sabe, na eminência do regresso dos conflitos àquela região da Europa.
É pois necessário estabelecermos o mínimo denominador comum na definição das nossas próximas decisões e acções. E nessa medida fiquei esperançado com o que afirmou a presidência do Conselho.
Temos de recordar ao Kosovo que o percurso que for agora seguido condicionará, inevitavelmente, a sua relação futura com a União Europeia - e por isso estamos dispostos a ajudá-los;
E temos a obrigação, até por uma questão de interesse próprio, de estender não uma mas sim duas mãos à Sérvia e dizer que continuamos a acreditar, convicta e firmemente, que o futuro da Sérvia é na "nossa Europa".
Vinte anos após a implosão do Império soviético, não provoquemos aquilo que os comunistas de então não
conseguiram: colocar a Sérvia na esfera exclusiva de Moscovo. Esse erro não podemos cometer."
CDS

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