Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008

CDS recomenda ao Governo que incentive a cirurgia feita em regime ambulatório

O Parlamento debate sexta-feira um projecto de resolução do CDS-PP que recomenda ao governo que estipule um prazo de quatro anos para atingir a média europeia de cirurgias em ambulatório, situada nos 55 por cento.
O projecto de resolução destaca as vantagens da cirurgia feita em ambulatório e assinala que em Portugal apenas cerca de 22 por cento das intervenções são feitas naquele regime, enquanto que a média dos países da União Europeia se situa nos 55 por cento.
"A cirurgia em ambulatório não tem desvantagens. Há ganhos de eficiência, possibilita-se uma redução mais rápida das listas de espera, e liberta-se os blocos operatórios tradicionais para as cirurgias mais complexas e urgentes", destacou a deputada Teresa Caeiro, em declarações à Agência Lusa.
O projecto recomenda ao Governo que "desenvolva mecanismos nos hospitais que permitam o crescimento desta valência", que "proporcione informação aos cidadãos para que, sempre que medicamente viável, lhes permita optar por esta via" e que "estipule o prazo de quatro anos para estar a par com a média europeia de 55% das cirurgias em regime de ambulatório".
Para além dos ganhos de eficiência, Teresa Caeiro destacou as "evidentes vantagens económicas" da cirurgia feita em ambulatório, com a "redução directa dos custos hospitalares relacionados com o bloco operatório e com o internamento".
O aumento da taxa de cirurgia em ambulatório para 55 por cento, disse, significaria uma poupança "entre 40 a 80 por cento" nas despesas do Estado com a Saúde.
"Em nosso entender só por falta de vontade política se compreende que a taxa em Portugal seja ainda de 22 por cento. Basta serem dadas instruções para que as unidades se adaptem a este tipo de intervenções", afirmou.
A deputada frisou ainda que o aumento da cirurgia em ambulatório pressupõe a existência de "boas redes de cuidados continuados" e uma linha telefónica de atendimento para apoio do doente.
Lusa

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