Portas desafia Sócrates a falar sobre desemprego e segurança
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, desafiou hoje o primeiro-ministro a falar aos portugueses sobre o aumento do desemprego e a esclarecer promessas na área da segurança.De acordo com as estimativas do Departamento de Estatísticas das Comunidades Europeias (Eurostat), hoje divulgadas, a taxa de desemprego em Portugal subiu para 8,5 por cento em Outubro, a terceira taxa mais elevada entre os 27 países da União Europeia.
«O sr. primeiro-ministro tem a obrigação de, no dia 11, dizer uma palavra às pessoas que estão há muito no desemprego, aos jovens que não conseguem um primeiro emprego ou às mulheres», afirmou Paulo Portas, referindo-se ao debate mensal já agendado com José Sócrates para 11 de Dezembro no Parlamento.
O líder do CDS-PP sublinhou que entre as mulheres a taxa de desemprego é de 10,5 por cento e atinge já os 19 por cento entre os jovens com menos de 25 anos.
«Estes números provam que o Governo estava errado e que a sua política económica falhou», sustentou, sublinhando que o desemprego continua a aumentar em Portugal ao contrário do que acontece na União Europeia.
Paulo Portas sublinhou, contudo, que «não é o Governo que cria emprego», mas as empresas.
«Vive-se hoje um clima que não é favorável nem ao investimento, nem à liberdade económica, nem ao empreendedorismo», disse, acusando o Estado de promover um «verdadeiro terrorismo fiscal» sobre famílias e empresas.
O líder do CDS-PP desafiou ainda o primeiro-ministro a responder a três questões sobre compromissos do Governo na área da segurança em Portugal, considerando que «a sociedade portuguesa está a ficar insegura».
«Onde estão os mais 4.000 polícias nas ruas que o primeiro-ministro prometeu?», questionou Paulo Portas.
O presidente dos democrata-cristãos desafiou ainda José Sócrates a esclarecer onde estão os agentes suplementares da PSP que deveriam colmatar a extinção de postos da GNR e os meios auxiliares de dissuasão do crime, como o recurso a câmaras de vídeo-vigilância.
«Não é possível combater mais criminalidade com menos polícias», sublinhou Paulo Portas.
in Lusa






0 Comentários:
Publicar um comentário
<< Home