CDS vai desafiar Governo a romper com actual modelo Educação
O CDS-PP vai assumir quinta-feira no Parlamento que pretende «uma ruptura com o actual modelo de educação» e desafiar a ministra Maria de Lurdes Rodrigues a aceitar propostas concretas em áreas como gestão das escolas e avaliação.«É necessário fazer uma ruptura com o actual estado da educação e vamos assumi-lo. Vamos saber se a ministra está disposta a assumir essa ruptura ou se é uma mera gestora da crise», afirmou o líder parlamentar do CDS-PP, Diogo Feio, em declarações à Agência Lusa.
O CDS agendou para quinta-feira uma interpelação sobre educação na Assembleia da República, uma prerrogativa dos partidos (cada grupo parlamentar tem direito a duas interpelações por sessão legislativa) e que conta com a presença obrigatória do Governo, com o primeiro-ministro, José Sócrates, a marcar habitualmente presença apenas no início do debate.
Segundo Diogo Feio, os democratas-cristãos pretendem, em primeiro lugar, confrontar «dois modelos completamente distintos».
«O modelo da sra. ministra, centralizado, baseado num Ministério da Educação mastodôntico, burocratizado e sem resultados com o modelo que o CDS propõe: não centralizado, mais baseado nas escolas, na exigência, o que evidentemente vai trazer resultados«, explicou o líder parlamentar do CDS.
«Já chega de uma política educativa em que, durante 30 anos, o que se faz é gerir a crise. A sra. ministra Maria de Lurdes Rodrigues é a última das gestoras da crise», criticou Diogo Feio.
Para o CDS-PP, «é necessário mudar todo o modelo educativo em Portugal».
«Gostaríamos de saber da ministra e do primeiro-ministro qual a ideia qual a ideia estrutural que têm para a educação: apenas baseado na escola pública? Sem exames? Só com provas de aferição?«, questionou Diogo Feio.
O líder da bancada democrata-cristã salientou os »maus resultados« do actual sistema, apontando como exemplo o estudo internacional PISA 2006 divulgado terça-feira, e que revelou que o desempenho dos estudantes portugueses de 15 anos é mais baixo do que a média dos seus colegas de 57 países a Ciências, Matemática e Leitura.
«Não só vamos interpelar como vamos apresentar propostas concretas, manifestamente distintas do actual sistema, em áreas como a gestão das escolas, avaliação e outras», anunciou, escusando-se a concretizar essas iniciativas antes do debate de quinta-feira.
O líder parlamentar do CDS-PP salientou que o partido quer ainda «dar uma voz de alento» aos professores, e distinguir que no sector há bons e maus profissionais, como em todas as áreas.
«Não é possível fazer reformas tendo desde o primeiro momento uma visão dos professores como privilegiados e adversários de qualquer reforma em Portugal«, defendeu Diogo Feio.
A educação tem sido uma das bandeiras do CDS desde que Paulo Portas assumiu a liderança do partido, com os democratas-cristãos a defenderem uma maior autonomia das escolas, mais exigência para com os alunos (propondo exames no 4º e 6º anos) e a criticarem duramente o novo estatuto do aluno, considerando que acaba com a diferença entre faltas justificadas e injustificadas.
in Lusa






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