domingo, dezembro 02, 2007

CDS-PP preocupado com 'nova' criminalidade violenta no país

O vice-presidente da bancada parlamentar do CDS-PP acusou hoje o Governo de desvalorizar os fenómenos violentos que estão a acorrer no país, referindo-se directamente ao atentado à bomba que vitimou domingo um empresário da noite lisboeta.
"Há de facto fenómenos violentos que estão a ocorrer e não podem ser objecto da desvalorização que o ministro [da Administração Interna] faz", acusou Nuno Magalhães, acrescentando que na próxima quarta-feira o CDS-PP irá confrontar Rui Pereira no Parlamento com esta questão.
O deputado centrista, que desempenhou funções de secretário de Estado da Administração Interna no último governo de coligação PSD/CDS-PP, afirmou que o seu partido tem vindo "a alertar o ministro Rui Pereira para novos fenómenos de criminalidade violenta que estão a ocorrer e são preocupantes", mas que o Executivo socialista tem desvalorizado este tema."Um dos fenómenos é a violência e a luta de gangues nas zonas metropolitanas de Lisboa e do Porto em actividades ligadas à noite e conexas", disse Nuno Magalhães, referindo directamente os vários assassínios recentes de empresários ligados a actividades nocturnas do Porto e ao atentado à bomba que sábado vitimou o proprietário do bar 'O Avião', na capital.
"Este não é, infelizmente, um caso virgem. Nos últimos tempos têm ocorrido assassínios e tiroteios que assume formas muito violentas", realçou, acusando o Executivo socialista de "desvalorizar estas questões".
Nuno Magalhães criticou o "chumbo" do projecto do CDS-PP de aprovação, numa prazo de três meses, de um programa de vídeo-vigilância em locais públicos de utilização comum e "o desinvestimento" do Governo em novos profissionais para a PSP e para a GNR ao congelar novos cursos para estas forças de segurança.
"Este desinvestimento vai fazer com que, com as aposentações que estão a ocorrer na PSP e na GNR, que tenhamos menos polícias em 2009 do que temos em 2007", criticou, sublinhando que "o sentimento de insegurança transporta-se para a sociedade em geral e prejudica também a actividade económica".

in DN Madeira