CDS-PP quer ouvir a CIP e os criticos da RAVE no Parlamento
O CDS-PP quer ouvir no Parlamento os responsáveis pelo estudo da CIP sobre a localização do futuro aeroporto de Lisboa e os responsáveis pelas críticas da RAVE àquele estudo, anunciou hoje o líder da bancada popular.No fim-de-semana, três diários noticiaram análises elaboradas pela RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade - que apontam para um aumento dos custos no projecto do comboio de alta velocidade (TGV) caso a opção do novo aeroporto de Lisboa fique situado em Alcochete, como defende o estudo da CIP - Confederação Industrial Portuguesa.
Em declarações à agência Lusa, o líder da bancada do CDS-PP, Diogo Feio, considerou "essencial" ouvir os responsáveis pelo estudo da CIP, nomeadamente José Manuel Viegas e Carlos Borrego, e os responsáveis pelas críticas feitas pela RAVE.
Em declarações à agência Lusa, o líder da bancada do CDS-PP, Diogo Feio, considerou "essencial" ouvir os responsáveis pelo estudo da CIP, nomeadamente José Manuel Viegas e Carlos Borrego, e os responsáveis pelas críticas feitas pela RAVE.
O CDS-PP solicita estas audições na "sequência de notícias vindas a público que apontam para a possibilidade de uma contra-informação relativa ao estudos realizado pela CIP sobre a localização do futuro aeroporto".
"São pedidos contribuições à sociedade civil mas depois são sistematicamente desvalorizadas numa estratégia política de um passo à frente e dois passos a trás, que nos parece muito Ota escondida com Alcochete de fora", referiu Diogo Feio.
Na opinião deste dirigente, é preciso saber se "há ou não uma estratégia de descredibilização dos estudos elaborados".
O deputado adiantou que o seu partido quer saber qual a "base de natureza técnica para que sejam criadas dúvidas sobre o estudo (da CIP)".
"Não pode haver uma estratégia de clara e óbvia descredibilização de um estudo do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil). Estranhamos a posição pública da RAVE sobre esta matéria", rematou.
O semanário Expresso noticiou sábado que, segundo a análise da RAVE e de vários especialistas em transportes, as travessias do Tejo e o desenho da linha de TGV propostos pela CIP, origina um aumento de custos de 1.700 milhões de euros, face ao previsto pelo Governo. No domingo, o diário Público publicou uma análise da RAVE que "aponta 'erros crassos' ao estudo da CIP sobre acessibilidades" e dá conta de uma quebra na procura expectável de "1,5 milhões de passageiros no TGV, via Alcochete, com um impacto negativo de 450 milhões de euros nas receitas, devido a um aumento de 15 minutos no percurso entre Lisboa e Porto em alta velocidade ferroviária".
Também no domingo, o Correio da Manhã publicou declarações de Duarte Nuno Silva, da RAVE, afirmando que a alternativa da CIP de travessia do rio Tejo põe em risco património histórico, como o convento de Marvila, em Lisboa.
Contudo, na segunda-feira, o administrador da Rave, Carlos Fernandes, afirmou que os acessos do comboio de alta velocidade à margem sul propostos pela sua empresa são mais favoráveis à construção do novo aeroporto em Alcochete do que os propostos pela CIP.
"Se a CIP utilizasse as acessibilidades já estudadas pela RAVE, isso jogaria a favor de Alcochete e não contra", disse Carlos Fernandes, em declarações à agência Lusa.Esta afirmação surgiu horas depois de o presidente da CIP, Francisco van Zeller, ter acusado o ministro das Obras Públicas de estar a accionar uma "campanha desesperada" para destruir o estudo que aponta Alcochete como melhor opção para o novo aeroporto internacional de Lisboa.
Também na segunda-feira, dois deputados do PSD requereram ao Governo a entrega ao Parlamento do relatório da RAVE sobre o estudo da CIP para a localização do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete.
Lusa






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