sábado, setembro 08, 2007

PAULO PORTAS QUER SÓCRATES NO PARLAMENTO PARA ESCLARECER SITUAÇÃO DE INSEGURANÇA QUE SE VIVE NO PAÍS

O presidente do CDS/PP, Paulo Portas, defendeu hoje que o primeiro-ministro deve esclarecer no parlamento a actual situação de insegurança no país, revelando que proporá um debate de urgência se José Sócrates não tomar a iniciativa.
“O primeiro-ministro deve dar respostas concretas ao país sobre estas questões da segurança. São crimes a mais e explicações a menos”, afirmou Paulo Portas, frisando que “o país quer respostas”.“Se o governo não der respostas, tomarei a iniciativa de marcar um debate de urgência com o governo sobre esta matéria”, acrescentou.
O líder centrista, que falava aos jornalistas no Porto, depois de uma reunião com Manuel Maio, presidente da concelhia do PP/Porto e da Junta de Freguesia de Ramalde - que é a autarquia da cidade onde existem mais estabelecimentos de diversão nocturna - criticou o ministro da Administração Interna, considerando que está a contribuir para o aumento do sentimento de insegurança.
“Não há nada que seja mais inseguro do que um ministro das polícias que revela estar inseguro. Quando o ministro da Administração Interna comete um erro, como o que aconteceu quinta-feira no parlamento, dando informações que se verificou não serem verdadeiras, gera várias questões”, afirmou.
Segundo Portas, as afirmações de Rui Pereira levam os cidadãos a questionar “em que mãos está a segurança”, fazem com que as forças de segurança sintam que existe “desorientação no comando” e criam nos criminosos uma “ideia de impreparação do Estado”.
Referindo-se ao caso ocorrido quinta-feira em Viana do Castelo, Paulo Portas considerou que “o Estado respondeu como uma orquestra desafinada, em que cada um disse uma coisa e o ministro disse o que não sabia”.“Isto é o que o país menos precisa”, defendeu o líder centrista, para quem “já lá vai o tempo em que Portugal era um país seguro”.
Segundo Portas, “nas cidades e nas periferias há um crescente aumento da insegurança e da violência”.“O Estado não pode olhar passivamente para o crime”, disse.
Para Paulo Portas, o país “não tem um dispositivo policial adequado à nova realidade porque ainda reflecte o tempo em que as cidades eram mais seguras”.
“É preciso modernizar as forças policiais na organização, nos meios e na capacidade de resposta”, frisou Portas, salientando ainda a importância do bom funcionamento dos serviços de informações.
O presidente do PP afirmou ainda esperar que as investigações em curso permitam alcançar resultados concretos, alertando que “o sentimento de impunidade favorece o aumento da criminalidade”.
“É preciso firmeza, os contribuintes pagam às forças de segurança para que actuem com autoridade”, afirmou o líder do PP.
Portas alertou também que “existe um sentimento geral de que as forças de segurança não têm meios suficientes e quando actuam não vêm consequências da sua acção”.
Hoje, o Gabinete Coordenador de Segurança (GCS) esclareceu que, no caso relativo aos assaltos quinta-feira a ourivesarias de Viana do Castelo, há duas pessoas constituídas arguidas e que o ministro da Administração Interna "estava correcto" quando disse no Parlamento ter havido detenções nesta ocorrência.
O responsável do GCS, Paulo Gomes, que estava acompanhado pelo Comandante Geral da GNR, Mourato Nunes, do Director Nacional da PSP, Orlando Romano, e do Director Nacional da PJ, Alípio Ribeiro, justificou a conferência de imprensa com as "versões divergentes" dadas pela comunicação social sobre o assalto e as vítimas.
in Lusa

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