domingo, julho 08, 2007

Telmo Correia distribui pás e vassouras para limpar a cidade

O candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Telmo Correia, pediu hoje mais votos para os democratas-cristãos nas ruas de Benfica, garantindo que a sua eleição impede a maioria absoluta do PS.
"Pelas indicações que temos, o CDS está na fronteira para a eleição de um vereador. Se ultrapassarmos a barreira dos 5 por cento, o vereador do CDS é eleito", afirmou."Isso é garantia absoluta para que não haja maioria absoluta nesta cidade", acrescentou o cabeça-de-lista do CDS, numa acção de rua entre a Igreja e o Mercado de Benfica.
Telmo Correia salientou que o PS é responsável "por muitos problemas da cidade", nomeadamente pela falta de polícias na rua.
"O responsável era António Costa, que era ministro da Administração Interna. Se ele não tiver maioria podemos garantir que estas ideias estão na Câmara", disse.
Pelo contrário, defendeu, uma maioria absoluta socialista na autarquia da capital "aumentaria a arrogância de um Governo com maioria absoluta".
Pelas ruas movimentadas de Benfica, o candidato foi distribuindo pás e vassouras, como já tinha feito na Baixa, para "limpar a cidade", a que se juntaram hoje abanicos para afastar o calor.
Por menos de cinco minutos, Telmo Correia não se cruzou com o candidato do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, que se deslocava no sentido oposto e que ainda desejou "boa sorte" ao 'staff' da campanha do CDS.
"Ele vai para a esquerda e eu vou para a direita, faz todo o sentido", disse Telmo Correia, quando chegou ao local combinado para começar a acção de campanha.
O candidato do CDS foi distribuindo a propaganda do partido - "o cartãozinho com as ideias do CDS" -, até a algumas pessoas que já tinham a do Bloco de Esquerda, mas os brindes eram sempre o mais desejado.
"Então não há uma pazinha para a minha mulher?", perguntou um taxista.
Já perto do Mercado de Benfica, uma acção da polícia recolheu vários artigos de venda ambulante, o que motivou os protestos os vendedores.
"Se é ilegal, a política tem de actuar. Em zonas onde os comerciantes pagam para ter a sua loja aberta, não se pode permitir comércio ilegal", defendeu Telmo Correia.
O candidato recebeu elogios - "tem uns olhos lindos" -, descobriu "uma familiar" nas ruas de Benfica - "este senhor é meu primo", dizia uma florista - e, entre várias pessoas que diziam não ser eleitores de Lisboa, terá conquistado mais um voto.
"Se for para mandar tirar estes contentores de ao pé da minha banca, tem o meu voto", prometeu uma florista do Mercado."Comprometo-me a estudar o assunto. Tenho o seu voto?", quis confirmar Telmo Correia.
"Tem", garantiu a vendedora.
in Lusa