domingo, junho 10, 2007

Telmo Correia quer mais jovens na cidade para combater problemas financeiros e envelhecimento

O candidato do CDS-PP à Câmara Municipal da Lisboa, Telmo Correia, defendeu hoje a venda de parte do património da autarquia para habitação jovem como forma de combater os problemas financeiros e o "envelhecimento" populacional da cidade.
"A Câmara tem um património enorme e esse património é rentabilizavel. Agora é preciso que alguém ponha parte do património no mercado, com programas para jovens, e que faça esse encaixe financeiro e ao mesmo tempo ter pessoas jovens a habitar a cidade", afirmou Telmo Correia à Agência Lusa.
Num breve passeio pela zona histórica da Baixa e do Chiado, o candidato do CDS-PP lembrou que a autarquia tem "cerca de 1500 fogos disponíveis", podendo resultar na implementação de "milhares de jovens" no centro de Lisboa.
"Em eleições anteriores foi muito falada a ideia de trazer os jovens para o centro da cidade. A ideia era boa, a falta de liderança e autoridade a que o PSD levou a cidade de Lisboa, fez com que esse projecto ficasse esquecido", criticou Telmo Correia, considerando que com mais jovens "a cidade volta a ser animada, segura e viva". Realçando sempre a "crise de liderança" do PSD na autarquia como responsável pela paragem de vários projectos, o cabeça-de-lista dos democratas-cristãos defendeu que "os milhares de edifícios" da CML deviam ser postos no mercado "juntamente com a banca e fundos imobiliários e com condições especiais para jovens".
"Lisboa perdeu 250 mil habitantes e hoje em dia muitos dos seus habitantes são pessoas de muita idade numa cidade que está a envelhecer muito", lembrou.
Telmo Correia visitou ainda um lar de recolha de pessoas idosas na Baixa, considerando a ajuda à população mais velha de Lisboa como um dos principais temas da sua campanha.
"O ideal era criar condições para que se reformulassem os programas, que estão parados ou esgotados financeiramente, para que haja apoio às pessoas e apoio domiciliário. Quanto mais tarde as pessoas vierem para um instituição destas melhor seria para elas", disse o candidato.
Lusa