Telmo Correia lança desafio aos outros candidatos
O Governo anunciou hoje, através do ministro Mário Lino, o protelamento por seis meses da decisão sobre o encerramento da Portela e a construção do novo aeroporto. O fundamento invocado pelo Governo foi um mandato ao LNEC para realizar um estudo preliminar sobre a hipótese de localização do novo aeroporto em Alcochete.
Este recuo do Governo demonstra, cabalmente, a ligeireza com que a questão do aeroporto tem sido gerida. Na verdade, para um Governo que dizia ter uma “decisão tomada” e para um ministro que considerava a Margem Sul da forma que o celebrizou, esta rectificação - em cima da hora - é uma confissão da falta de sustentação técnica e da ausência de credibilidade política no processo de decisão do aeroporto.
A decisão do Governo coloca um novo problema aos lisboetas e ao município de Lisboa. Apesar de se tratar de um recuo, esta decisão significa, também, uma fuga. Uma fuga ao dever indeclinável de provar que o Aeroporto da Portela está esgotado e não é optimizável. Ao dever de bom senso de estudar, como alternativa verdadeira, o aumento de capacidade da Portela, sustentado por um Aeroporto médio, adaptado à evolução do tráfego aéreo, utilizando, potencialmente, infra-estruturas já existentes.
Preocupa-me que, no momento em que o Governo anuncia que estudará Alcochete como alternativa à Ota, o mesmo Governo não se disponibilize para avaliar a hipótese de manter, melhorando e complementando, o Aeroporto de Lisboa. Uma hipótese que inúmeros técnicos defendem como viável e que tem reconhecidas vantagens do ponto de vista das finanças públicas, do impacto na economia, do potencial turístico, da segurança de vôo, da coerência estratégica do desenvolvimento, da competitividade aeroportuária e das questões ambientais. É extraordinário que, estando Portugal e os Portugueses a atravessar dificuldades, se avaliem “novos aeroportos de raiz” e, deliberada e conscientemente, se ponha de lado a optimização e a transformação dos aeroportos e pistas já existentes.
Em face da decisão do Governo, o maior Partido da oposição declarou-se, através do seu líder, satisfeito. Teríamos assim PS e PSD satisfeitos com a mera alternativa de localização Ota ou Alcochete – o que significaria que ambos excluem a hipótese Portela + 1, os socialistas porque não admitem estudá-la, os sociais-democratas porque não exigem a sua avaliação. Podem, no entanto, os candidatos a Lisboa alterar este estado de coisas.
Neste quadro, novos deveres e novas responsabilidades se colocam à próxima Câmara Municipal de Lisboa, a partir de 15 de Julho.
É meu entendimento que devemos fazer um esforço de convergência em nome de um interesse que é simultaneamente nacional e de Lisboa: defender que a opção Portela + 1 seja avaliada como as outras duas, estudada com seriedade, porque esse é o interesse da cidade e do contribuinte.
Nesse sentido, venho propor um compromisso, a assumir por todos, independentemente das nossas diferenças políticas. O compromisso de que, por Lisboa e com os lisboetas, a primeira decisão que tomaremos depois de eleitos, seja que a Câmara Municipal de Lisboa determine o estudo e avaliação, por entidades tecnicamente credíveis, da validade de opção Portela + 1.
Esse estudo deve ser transparente no respectivo caderno de encargos e estar concluído no mesmo prazo de 6 meses que o Governo disponibiliza para a hipótese Alcochete.
Não pretendo fazer desta proposta um acto estritamente partidário. Por isso vos sugiro este compromisso. Lisboa ficará a ganhar com isso.
Com os melhores cumprimentos,
Este recuo do Governo demonstra, cabalmente, a ligeireza com que a questão do aeroporto tem sido gerida. Na verdade, para um Governo que dizia ter uma “decisão tomada” e para um ministro que considerava a Margem Sul da forma que o celebrizou, esta rectificação - em cima da hora - é uma confissão da falta de sustentação técnica e da ausência de credibilidade política no processo de decisão do aeroporto.
A decisão do Governo coloca um novo problema aos lisboetas e ao município de Lisboa. Apesar de se tratar de um recuo, esta decisão significa, também, uma fuga. Uma fuga ao dever indeclinável de provar que o Aeroporto da Portela está esgotado e não é optimizável. Ao dever de bom senso de estudar, como alternativa verdadeira, o aumento de capacidade da Portela, sustentado por um Aeroporto médio, adaptado à evolução do tráfego aéreo, utilizando, potencialmente, infra-estruturas já existentes.
Preocupa-me que, no momento em que o Governo anuncia que estudará Alcochete como alternativa à Ota, o mesmo Governo não se disponibilize para avaliar a hipótese de manter, melhorando e complementando, o Aeroporto de Lisboa. Uma hipótese que inúmeros técnicos defendem como viável e que tem reconhecidas vantagens do ponto de vista das finanças públicas, do impacto na economia, do potencial turístico, da segurança de vôo, da coerência estratégica do desenvolvimento, da competitividade aeroportuária e das questões ambientais. É extraordinário que, estando Portugal e os Portugueses a atravessar dificuldades, se avaliem “novos aeroportos de raiz” e, deliberada e conscientemente, se ponha de lado a optimização e a transformação dos aeroportos e pistas já existentes.
Em face da decisão do Governo, o maior Partido da oposição declarou-se, através do seu líder, satisfeito. Teríamos assim PS e PSD satisfeitos com a mera alternativa de localização Ota ou Alcochete – o que significaria que ambos excluem a hipótese Portela + 1, os socialistas porque não admitem estudá-la, os sociais-democratas porque não exigem a sua avaliação. Podem, no entanto, os candidatos a Lisboa alterar este estado de coisas.
Neste quadro, novos deveres e novas responsabilidades se colocam à próxima Câmara Municipal de Lisboa, a partir de 15 de Julho.
É meu entendimento que devemos fazer um esforço de convergência em nome de um interesse que é simultaneamente nacional e de Lisboa: defender que a opção Portela + 1 seja avaliada como as outras duas, estudada com seriedade, porque esse é o interesse da cidade e do contribuinte.
Nesse sentido, venho propor um compromisso, a assumir por todos, independentemente das nossas diferenças políticas. O compromisso de que, por Lisboa e com os lisboetas, a primeira decisão que tomaremos depois de eleitos, seja que a Câmara Municipal de Lisboa determine o estudo e avaliação, por entidades tecnicamente credíveis, da validade de opção Portela + 1.
Esse estudo deve ser transparente no respectivo caderno de encargos e estar concluído no mesmo prazo de 6 meses que o Governo disponibiliza para a hipótese Alcochete.
Não pretendo fazer desta proposta um acto estritamente partidário. Por isso vos sugiro este compromisso. Lisboa ficará a ganhar com isso.
Com os melhores cumprimentos,
Telmo Correia






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