PS e PSD estão combinados e BE quer ser "berloque" no chapéu de António Costa
O cabeça-de-lista do CDS-PP à Câmara de Lisboa acusou hoje os candidatos do PS e do PSD de quererem uma "bipolarização" e o candidato do BE de querer ser o "berloque" no "chapéu" do socialista António Costa.
No final de uma visita ao Bairro das Furnas, onde foi tomar conhecimento dos principais problemas dos moradores, Telmo Correia acusou António Costa (PS) e Fernando Negrão (PSD) de quererem dividir a corrida à Câmara Municipal de Lisboa em dois blocos ideológicos.
"Há nesta pré-campanha uma tentativa clara de forçar uma bipolarização artificial que não existe em lado nenhum. Não há estudo nenhum de opinião que justifique uma bipolarização entre o candidato do PS e o candidato do PSD. É completamente artificial e isso dá uma ideia clara que os candidatos do PS e o do PSD estão combinados para tentar forçar essa bipolarização", acusou o candidato democrata-cristão.
Telmo Correia definiu o PSD como um partido que não faz oposição ao Governo de José Sócrates e que "parece querer funcionar de forma combinada" em relação ao candidato do PS, António Costa.
"O CDS desse ponto de vista é oposição, é oposição firme e será oposição na Câmara qualquer que seja a solução", garantiu.
Por outro lado, em relação a uma possível coligação à esquerda na corrida à autarquia lisboeta, o candidato do CDS-PP afirmou não haver qualquer surpresa no que diz respeito ao candidato do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes.
"Já tínhamos percebido que o doutor Sá Fernandes ficará muito contente se puder ser o berloque do lado esquerdo, do chapéu do doutor António Costa", criticou.
No que diz respeito a uma coligação à direita depois das eleições, Telmo Correia lembrou que o CDS-PP sempre foi um factor de estabilidade na Câmara e que foi o fim da coligação com o PSD que precipitou a autarquia para a necessidade de eleições antecipadas.
"O doutor Marques Mendes exigiu ao professor Carmona Rodrigues que rompesse o acordo, ele rompeu. A seguir, exigiu retirar-lhe um vereador, ele retirou. A seguir, exigiu retirar outro vereador, e ele retirou. Bom, a seguir é obvio que ia o próprio. Foi o primeiro sinal de falta de estabilidade na Câmara. Enquanto o CDS esteve houve estabilidade na Câmara", defendeu.
Em relação aos problemas dos bairros sociais, o candidato do PSD propôs maior e melhor segurança, mais apoio aos moradores, mais ajuda aos idosos e uma política que incentive a compra das casas.






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