Liberais querem "abrir a cabeça" ao CDS
Deverá ser a intervenção mais polémica do congresso. Não terá como protagonista um opositor a Paulo Portas, mas o seu ex-número dois na direcção do partido. E não será uma intervenção crítica da actual liderança, mas pode bem ser o início de um caminho que não deixará de evidenciar divergências sobre o que deve ser e defender o CDS. António Pires de Lima, ex-vice presidente e a voz mais liberal entre os centristas, dá hoje rosto aquela que será a primeira tendência institucionalizada dentro do partido - o que será concretizado já na próxima semana, com a apresentação da declaração de princípios do movimento.Hoje, dia em que o 22.º conclave dos democratas-cristãos, a decorrer em Torres Novas, discute as moções de estratégia que conduzirão o CDS até às legislativas, a tendência liberal organiza-se já para marcar o congresso, concertando intervenções. Além de Pires de Lima, Diogo Feyo e Nuno Magalhães (ambos deputados) são dois dos nomes de proa da nova tendência.
Assumindo-se como o "provocador-mor" no CDS, Pires de Lima pretende hoje levantar a questão da liberdade de escolha dos cidadãos - uma matéria cara aos centristas, desde que não extravase em muito o campo da economia. Mas é também por aí que pretende ir o ex-deputado: "É preciso desfracturar os temas fracturantes, há que abrir discussões que são importantes.
O CDS tem tido uma postura de fuga a alguns debates, que acaba por perder por falta de comparência." Demasiado liberalismo para um partido conservador? "Não vou ao congresso na expectativa de ser o campeão dos aplausos, mas de ajudar o CDS a abrir a cabeça", sustenta o ex-dirigente.
in Diário de Notícias






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