quinta-feira, abril 19, 2007

Portas saúda compromisso do Governo com ex-combatentes

O ex-ministro da Defesa Paulo Portas considerou hoje positivo o anúncio de que o Governo irá manter o compromisso de pagar um suplemento de pensão aos antigos combatentes.
«Só posso dizer, como autor da lei e como promotor dessa política, que é bom que o Estado mantenha a sua palavra e respeite os compromissos com os antigos combatentes», afirmou Paulo Portas, em entrevista à Agência Lusa.
A edição de hoje do Correio da Manhã noticia que o Governo vai reduzir para mais de metade (até 150 euros anuais) o valor do suplemento especial de pensão, de forma a garantir a sua atribuição a todos os ex-combatentes.
De acordo com o Correio da Manhã, o ministro da Defesa, Severiano Teixeira, assegurou que o complemento especial de pensão será atribuído a todos os ex-combatentes (450 mil), ao contrário da decisão do anterior titular da pasta, Luís Amado, que pretendia restringir o suplementos a 20 mil antigos militares.
Dizendo desconhecer «as notícias em concreto», Paulo Portas considerou «positivo» que o Governo «finalmente aceite o princípio de que a lei é para cumprir».
«Foi graças ao trabalho de deputados como o dr. João Rebelo [CDS-PP] e também o dr. Henrique de Freitas [PSD] que a questão dos antigos combatentes não foi transformada numa miragem», considerou Paulo Portas.
«Vamos ver agora em concreto qual é que é a orientação do Governo», alertou, contudo.
Portas recordou que, quando foi ministro da Defesa, foi «muito criticado» porque o valor da pensão a atribuir aos ex-combatentes era baixo.
«Chegou o Governo socialista e desde o início houve a tentativa de diminuir o valor da pensão ou de diminuir o número de beneficiários», assinalou.
Diário Digital

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