domingo, abril 22, 2007

PAULO PORTAS DIZ QUE ELEIÇÕES DE ONTEM FORAM "PRIMAVERA DO CDS"

O líder eleito do CDS-PP, Paulo Portas, considerou hoje que as eleições directas de onte "foram a Primavera do CDS" e garantiu que esta vitória "foi o início de uma grande caminhada".
"As directas de ontem foram em certo sentido uma primavera do CDS", afirmou Paulo Portas, na sua primeira declaração depois de terem sido anunciados os re sultados das directas que lhe deram uma vitória de 74,6 por cento.
"Os militantes não querem um partido acantonado, um partido resignado ou satisfeito com a sua dimensão", afirmou.Portas falou na sede do partido, no Largo do Caldas, perante algumas dezenas de militantes, notáveis e anónimos, e prometeu que seria "o presidente de todos", incluindo os que votaram em José Ribeiro e Castro, anterior líder do CDS-PP, derrotado nas eleições directas de ontem.O presidente eleito reafirmou o seu objectivo de fazer do CDS "um grande partido de centro-direita".
"Se conseguirmos nada ficará igual na política portuguesa", garantiu.Para Paulo Portas, esta vitória confere-lhe três mandatos."Um mandato para fazer mais e melhor oposição ao Governo Sócrates", considerou, prometendo fazer oposição a "um primeiro-ministro que é muito diferente do que prometeu", a um Governo "em que se acumulam os ministros incompetentes" e a "uma política socialista que alastra no Estado e quer manipular quase tudo".
Por outro lado, o líder considerou que o seu segundo mandato é para promover a abertura do CDS no sistema político.
"Afirmo o CDS como um partido que tem vocação de Governo e, por isso, tem de ser moderado, realista e credível", disse, elegendo como causas do partido o serviço público de saúde, a solvência do sistema de pensões e a criminalidade.Finalmente, Portas prometeu modernizar o CDS e ter uma atitude diferente da sua liderança entre 1997 e 2005.
"Se fosse para fazer mais do mesmo, não estaria aqui. Vou tentar fazer melhor, vou certamente fazer diferente", garantiu, prometendo abrir o partido a questões novas, como a ciência, a cultura e o ambiente.
O líder eleito retomou o compromisso que fez durante a campanha de institucionalizar as diferenças em "correntes de opinião"."Temos de aprender a conviver impecavelmente com a liberdade de opinião, a não transformar cada diferença num conflito", apelou.
No final, Paulo Portas deixou um 'recado' para aqueles, que na sociedade portuguesa, têm preconceitos em relação ao CDS e a ele próprio."Vou lidar com eles com inteira naturalidade, prestar-lhes atenção e ter al guma ironia. Na política, como em tudo na vida, é preciso estar nisto com boa disposição", disse.

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