sexta-feira, março 09, 2007

Ribeiro e Castro revê-se na cooperação estratégica

O líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, afirmou hoje que o partido "revê-se inteiramente" na linha de cooperação estratégica e de estabilidade dinâmica definidas pelo Presidente da República, Cavaco Silva, no seu discurso de posse, há um ano.
"Essa é a linha que vemos como uma magistratura de exigência e que melhor serve o interesse profundo de Portugal e dos portugueses", defendeu Ribeiro e Castro, em conferência de imprensa para assinalar o primeiro aniversário da posse do Presidente da República.
Questionado se a defesa da cooperação estratégica é compatível com as críticas ao Governo, Ribeiro e Castro salientou que "cada um tem o seu papel".
"Nós somos um partido da oposição, o Presidente da República é Presidente da República, é essencial uma cooperação estratégica entre todos os agentes mas cada um tem o seu papel", salientou.
Um ano depois da tomada de posse, o CDS-PP considera que se mantêm integralmente as razões que o levaram a apoiar Cavaco Silva.
"A eleição de Cavaco Silva representou, representa e representará um factor fundamental de reequilíbrio do sistema político no quadro do novo ciclo iniciado em 20 de Fevereiro de 2005", disse.
Para o líder do CDS-PP, o grande desafio de Cavaco Silva no segundo ano de mandato será o que o chefe de Estado enunciou no seu discurso de Ano Novo.
"Observar o desenvolvimento económico do país e exigir resultados", disse.
Ribeiro e Castro reafirmou o seu "respeito, apoio institucional e independência de acção política" em relação a Cavaco Silva e escusou-se a antecipar a posição do partido caso o Presidente da República promulgue a lei do aborto, depois de na quinta-feira o líder do CDS ter apelado ao veto político presidencial .
"Compreendemos a posição do Presidente da República mas aguardaremos e só depois comentaremos", disse.
Ribeiro e Castro fez questão de sublinhar que, na moção que levou ao Congresso de 2005, intitulada "2009", traçou um diagnóstico "certeiro" do que seria a eleição presidencial de 22 de Janeiro de 2006.
Nesse documento, o líder do CDS escreveu que seria indispensável assegurar a eleição de "um Presidente da República onde o centro, centro-direita e a direita democrática possam rever-se", um Presidente "livre de qualquer estratégia de monopolização do poder político por parte da actual maioria socialista" e capaz de pôr o sistema político "ao abrigo de todas e quaisquer pressões radicalizadoras do PCP e BE".
Notícia: Lusa

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