quarta-feira, março 07, 2007

Agenda UE: energia, emprego, crescimento e família

Na reunião com o primeiro-ministro destinada a preparar a próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo, quinta e sexta-feira em Bruxelas, o líder do CDS-PP mostrou-se em desacordo com o Governo socialista por se recusar a abrir um debate em Portugal sobre a eventual introdução da energia nuclear a médio ou longo prazo.
"Há técnicas de fusão nuclear que serão completamente seguras dentro de 30 anos", advogou o líder democrata-cristão, advertindo que Portugal, independentemente da sua opção pelas energias renováveis, "também tem de ser parte do debate europeu sobre energia, que inclui a componente nuclear".
Nas declarações que fez aos jornalistas, o presidente democrata-cristão criticou o executivo por não apostar suficientemente na energia hídrica, desenvolvendo o projecto do Baixo Sabor, e lamentou "o erro" do Governo de António Guterres que acabou com a construção de uma barragem em Foz Côa.
Entre outras críticas, Ribeiro e Castro insurgiu-se contra "a voracidade fiscal" do Governo, que, na sua opinião, "penaliza as empresas, as famílias e tem nefastas consequências na taxa de desemprego".
Em alternativa, o líder do CDS-PP defendeu uma redução dos impostos, designadamente do IVA, e mostrou-se desapontado por Portugal "não acompanhar as taxas de crescimento económico da União Europeia".
No domínio da política europeia, Ribeiro e Castro sustentou a necessidade de se realizar uma nova Conferência Inter Governamental (CIG), que deverá ser "um novo ponto de partida para um novo Tratado Constitucional".
Ribeiro e Castro defendeu ainda a necessidade de uma "aliança para as famílias" - política que, na sua perspectiva, deve partir "das melhores práticas europeias" em matéria de objectivos para aumentar a natalidade.
Notícia LUSA

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