Co-incineração: contra autismo do Governo Sócrates
O CDS-PP manifestou hoje a sua solidariedade com as populações e autarquias afectadas pelo processo da co-incineração, acusando o Governo de ter "uma atitude autista de completa indiferença face aos justos protestos da opinião pública".
"O CDS-PP reafirma a sua solidariedade com as populações e autarquias atingidas e com as acções de resposta que têm sido e que venham a ser empreendidas contra a obstinação governamental", afirmam os democratas-cristãos, em comunicado da comissão executiva do partido.
As câmaras de Setúbal, Palmela e Sesimbra deverão entregar hoje ou sexta-feira uma providência cautelar para tentar travar os testes de co-incineração de lixos industriais perigosos na cimenteira da Secil, no Outão, disse à agência Lusa a presidente do município setubalense, Maria das Dores Meira.
De acordo com a autarca comunista, a decisão das três autarquias de avançar com a providência cautelar surgiu na sequência da atribuição do licenciamento da Secil - no passado dia 24 de Outubro -, para proceder à realização de testes de co-incineração de lixos industriais perigosos, que poderão ter início dentro de poucos dias.
"O CDS-PP considera absolutamente inaceitável que, como tem vindo a público, o Governo continue a preparar a consumação da co-incineração de Resíduos Industriais Perigosos (RIP), na Cimenteira SECIL, no Outão, e na Cimenteira da CIMPOR, em Souselas [Coimbra]", refere o comunicado.
Os democratas-cristãos consideram "particularmente chocante" a dispensa de novas avaliações de impacto ambiental em Souselas e no Outão.
"O silêncio, a obstinação e o secretismo com que o Governo socialista continua a conduzir esta matéria, numa cascata de factos consumados, é revelador de absoluta surdez política e de claro desconforto", acusa o CDS, considerando que esta atitude poderá "reabrir polémicas" e pôr em causa o consenso à volta dos CIRVER (Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos ).
No passado mês de Setembro, a Câmara de Coimbra interpôs uma providência cautelar idêntica, com o mesmo objectivo de travar os testes de co-incineração na cimenteira da Cimpor em Souselas, nos arredores da cidade.
A providência cautelar obrigou à suspensão da co-incineração em Coimbra , mas o efeito suspensivo acabou por se perder quando o Ministério do Ambiente a rgumentou que a interrupção dos testes teria alegadas consequências lesivas para o interesse público.
in Lusa






0 Comentários:
Publicar um comentário
<< Home