quinta-feira, setembro 28, 2006

Governo deixa futebol em desordem

O presidente do CDS-PP, Ribeiro e Castro, exortou hoje o secretário de Estado da Juventude e Desporto Laurentino Dias a "aparecer" e a assegurar a "boa ordem da administração desportiva", que considera estar "perto do colapso".
"Não pretendemos que o Governo exorbite as suas funções e se intrometa em questões estritamente desportivas. Mas é indispensável que assegure a boa ordem da Administração desportiva", afirmou Ribeiro e Castro, lembrando que nesta matéria o Governo tem deixado a "administração perto do colapso".
Em conferência de imprensa, o líder do CDS-PP, usou da ironia para criticar a actuação do secretário de Estado do Desporto especialmente na questão dos casos Mateus e Apito Dourado, considerando que este se torna "invisível quando é preciso agir".
"Senhor Secretário de Estado, está na hora de se fazer visível. Está em tempo de responder. Está na altura de agir, em defesa do desporto, da boa administração desportiva, da legalidade e do Estado de Direito", incitou Ribeiro e Castro.
Segundo o responsável partidário, o Governo deixou "rolar o conflito (caso Mateus) para níveis totalmente insustentáveis e incompreensíveis para a opinião pública" chegando ao "aparente braço- de-ferro entre o Estado português e a FIFA, inaceitável à luz dos princípios que regem qualquer Estado de direito".
"O Secretário de Estado fez uma intervenção tardia no 'Caso Mateus', e não foi claro, e em relação ao Apito Dourado ainda nem sequer fez nada", acusou o líder dos "populares".
Ribeiro e Castro considera que a "invisibilidade" a que o Estado se votou nestas matérias, e segundo a sua leitura, tem a ver com o "desconhecimento das leias das actividades desportivas".
"É mais fácil ser responsável pela pasta do desporto para estar nos camarotes VIP nos grandes jogos, mas quando verdadeiramente faz falta que haja governo no desporto é quando há problemas. Quando não há problemas o governo não faz falta", avançou.
Para o líder do CDS-PP é urgente que se tomem medidas, considerando que a actuação do Governo em relação ao patrocínio Liga portuguesa de futebol pela Bwin (sociedade de apostas) é "um caso de demissão das responsabilidades".
"O governo não pode consentir, sob a sua alçada, que se desenvolva uma descarada violação das leis relevantes em matéria de política de jogos e publicidade", refere Ribeiro e Castro.
De acordo com o responsável, o sistema de jogo por apostas online da Betandwin "ofende" directamente a política de jogos sociais no país e o inerente monopólio público, "ditados por razões de política social de primeira grandeza".
Ribeiro e Castro avançou ainda que existe um parecer da Procuradoria-Geral da Republica sobre o assunto e deveria ser dado a conhecer pelo Governo.
"(O parecer) Estará metido numa gaveta. Há mais de um ano. O CDS já o pediu repetidas vezes. Sem sucesso e sem resposta, apesar de invocarmos o Estatuto do Direito de Oposição", explicou.

Notícia LUSA

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