Tropas no Líbano: exigência e disponibilidade
Em reunião hoje com o Governo a propósito da possível participação de militares portugueses numa força internacional para o Líbano, o Presidente do CDS, José Ribeiro e Castro, manifestou convergência com a linha apresentada pelo Governo, embora com cautelas.O líder do CDS-PP, sintetizou do seguinte modo a posição dos democratas-cristãos: "Exigência e disponibilidade, rigor e sentido de responsabilidade".
José Ribeiro e Castro reiterou a concordância do seu partido ao envio de um contingente para o Líbano, embora alertando para a necessidade de mais esclarecimentos sobre o mandato da força. "Portugal deve participar, mas deve também ser particularmente exigente, e exigir o esclarecimento do mandato da força, para que esta possa aplicar e garantir efectivamente a paz", defendeu. Ribeiro e Castro alertou também para necessidade de um forte envolvimento da União Europeia no Médio Oriente. E reclamou a presença e o compromisso claro por parte de grandes actores internacionais, comentando que "a recente evolução da posição da França - inteiramente compreensível, aliás, face às fragilidades e ambiguidades do mandato descrito na Resolução 1701 das Nações Unidas - compromete a confiança indispensável na composição da força e na efectividade da sua missão."
"A União Europeia não pode repetir a passividade que demonstrou na crise dos Balcãs", acrescentou.
Reafirmou a linha do CDS-PP de defesa do Estado de Israel e da plena soberania do Líbano no seu território, "o que passa por desarmar o Hezbollah na linha da Resolução 1559 das Nações Unidas". E comentou que "uma das causas principais do recente agravamento do conflito e do sofrimento das populações civis foi justamente a indiferença, senão a cumplicidade, de sectores da comunidade internacional perante o acumular de armamento, verdadeiramente obsceno, nas mãos das milícias terroristas do Hezbollah".
Concluiu, exprimindo concordância com a linha de "prudência" enunciada recentemente pelo Presidente da República a respeito do envolvimento militar de Portugal.
Recorde-se que o PS já disse não estar contra o envio do contingente, mas precisa de mais esclarecimentos e que o PSD remeteu uma posição para amanhã. Quanto a PCP, BE e "Os Verdes", manifestaram-se contra qualquer envio de tropas.






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