Direita critica corte nos incentivos militares
O PSD vai pedir a ratificação parlamentar do decreto-lei aprovado na quinta-feira, em Conselho de Ministros, que elimina a exigência de os candidatos à GNR terem no currículo pelo menos dois anos nas Forças Armadas, uma questão levantada pelo JN na edição de sexta-feira."Vamos pedir a ratificação parlamentar do decreto-lei, assim que este for publicado", disse, à agência Lusa, o deputado e ex-secretário de Estado da Defesa e dos Antigos Combatentes, Henrique de Freitas.
O diploma aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros, e que altera o Estatuto dos Militares da GNR, acaba com a obrigatoriedade imposta em 2004 pelo então ministro da Defesa, Paulo Portas, de que um candidato à carreira de praças daquela força militar de segurança tivesse no currículo pelo menos dois anos nas Forças Armadas.
Paulo Portas pretendia dar um incentivo à prestação de serviço militar em regime de voluntariado e contrato. "O diploma aprovado é um atentado ao recrutamento nas Forças Armadas e põe em causa a profissionalização", criticou. "A questão das vagas é uma falácia política, pois pode dar-se o caso de todos os militares chumbarem nos exames de entrada", salientou Henrique de Freitas.
O deputado do CDS/PP João Rebelo manifesta-se também contra esta "decisão errada" do Governo, considerando que se trata de "um retrocesso que pode ter consequências muito negativas no recrutamento". João Rebelo diz que o CDS-PP irá pedir a presença dos ministros da Administração Interna e da Defesa no Parlamento para que "prestem esclarecimentos sobre esta decisão errada".
in JN






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