CDS duvida da liberalização das farmácias
O líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, manifestou hoje dúvidas sobre a proposta de Governo de liberalizar a propriedade das farmácias, que até agora era exclusiva dos farmacêuticos."Temos dúvidas quanto à cindibilidade entre a propriedade da farmácia e a sua direcção técnica", salientou Ribeiro e Castro, no final de audições com a Associação Nacional de Farmácias e a Ordem dos Farmacêuticos no âmbito no Conselho Económico e Social do partido.
Para Ribeiro e Castro, o actual regime - em que apenas os farmacêuticos podem ser proprietários de farmácias - "não é incomum na União Europeia", vigorando em 15 dos 25 Estados-membros.
"Como o primeiro-ministro reconheceu, o sector das farmácias funciona bem. Convém melhorar mas não estragar o que funciona bem", salientou.
Sublinhando que o CDS "ainda não tem uma posição final" nesta matéria, Ribeiro e Castro apontou o exemplo da Noruega, em que a cisão entre a propriedade e a direcção técnica levou a "uma concentração das farmácias nas grandes cidades e à deterioração qualitativa dos serviços prestados".
"Nós não propusemos esta mudança e temos dúvidas quanto à sua bondade", frisou, destacando, contudo, algumas medidas que o CDS considera positivas no pacote apresentado pelo primeiro-ministro no último debate mensal no Parlamento.
Ribeiro e Castro saudou a criação de farmácias hospitalares abertas ao público, "desde que salvaguardado o princípio da concorrência", a prestação de cuidados em farmácias, a baixa da capitação mínima (número de farmácias por zona) e a venda de medicamentos em sistema de unidose, embora lamentando que o Governo não tivesse sido "mais ousado" neste último aspecto.
Lusa






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