segunda-feira, maio 08, 2006

UE: Portugal não pode continuar lanterna vermelha

O CDS-PP recebeu hoje com preocupação as Previsões Económicas da Primavera da Comissão Europeia, lamentando que Portugal apareça como "lanterna vermelha" em "todos os indicadores".
"Portugal isola-se do conjunto dos países mais desenvolvidos da Europa com todos os seus indicadores económicos negativos (...). Em todos os indicadores a nossa posição é de lanterna vermelha", sublinhou à Lusa Pedro Sampaio Nunes, vice-presidente do CDS eleito no XXI Congresso do partido, que decorreu este fim-de-semana na Batalha (Leiria).
Sublinhando que se agravam indicadores como o défice externo e a balança comercial, o ex-secretário de Estado da Ciência e Inovação considerou "muito negro" o quadro traçado pela Comissão Europeia, pelo qual responsabiliza não só este Governo.
"É um quadro muito negro que, na nossa perspectiva, se deve a uma errada política económica para corrigir a situação de desequilíbrio nas contas públicas que existe desde 2001, desde o Governo de António Guterres", diagnosticou.
Para Sampaio Nunes, "insistir em aumentar a carga fiscal e não diminuir a despesa do Estado tentacular" é "não atacar o verdadeiro problema", impedindo que o "bom investimento" se realize em Portugal.
"Se não há investimento, não há emprego", realçou.
"Nós estamos a fazer o que faziam os países de Leste de economia planificada, ajustando e diminuindo as condições de vida das populações em função da insuficiência dos meios", comparou.
O vice-presidente do CDS culpou ainda a actual Constituição por esta situação, sublinhando que a Lei fundamental portuguesa "impede as reformas estr turais".
Nas Previsões Económicas da Primavera, a Comissão Europeia revê em alta a estimativa de crescimento da economia portuguesa para este ano, para 0,9 por cento, uma décima acima dos 0,8 por cento das previsões do Outono, mas ainda inferior aos 1,1 por cento previstos pelo Governo.
A Comissão prevê que o desemprego continue a aumentar em Portugal, term inando o ano de 2006 com 8,1 por cento da população activa sem emprego (mais 0,5 pontos percentuais que em 2005), valor que deverá subir para 8,3 por cento em 2 007, suplantando pela primeira vez a média europeia (estimada em 8,2 por cento nesse ano).
Nos dados hoje divulgados, Bruxelas revê em alta de duas décimas o crescimento económico na Zona Euro, para 2,1 por cento, suportado pela procura interna, especialmente pelo investimento.
Notícia LUSA

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