sexta-feira, maio 19, 2006

Segurança Social: contas certas

O CDS-PP exigiu hoje ao Governo que apresente dados quantificados sobre o impacto financeiro das suas medidas para a segurança social e pediu um prolongamento do período de discussão pública desta reforma na concertação social.
"É indispensável que o Governo quantifique o impacto financeiro das medidas que propôs [para a reforma da segurança social] para que se possa avaliar qual a sustentabilidade" do sistema, declarou o presidente do CDS-PP, Ribeiro e Castro, no final de uma reunião do Conselho Económico e Social do seu partido.
Em declarações aos jornalistas, o presidente do CDS-PP defendeu a introdução de medidas de "apoio à natalidade e à família" ao nível da reforma da segurança social e assegurou que os democratas-cristão "vão apresentar propostas" neste domínio.
Entre outras propostas, Ribeiro e Castro frisou que o CDS-PP defende a introdução do "plafonamento" no sistema público de Segurança Social.
"Lamentamos que o plafonamento não esteja previsto nas propostas do Governo, porque é uma via para dar liberdade de escolha aos mais jovens e para assegurar a sustentabilidade do sistema de Segurança Social", considerou o líder dos democratas-cristãos.
No entanto, Ribeiro e Castro sublinhou que, antes da apresentação das propostas do seu partido, "o Governo tem primeiro de quantificar o impacto financeiro das suas medidas".
"É preciso prorrogar o prazo de discussão pública das propostas do Governo, para que os parceiros possam pronunciar-se com base em dados seguros", justificou.
Ribeiro e Castro admitiu depois estar céptico em relação ao sentido político e ao impacto das medidas do Governo para a reforma da segurança social.
"A equipa que fez estas propostas é a mesma que em 2002 tentou fazer uma reforma da segurança social, e enganou-se nas contas. Agora, é preciso que o Governo apresente as contas", observou.
Notícia LUSA

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