Medicamentos estão mais caros

O mesmo remédio contra hipertensão custava em 2005 - 7,27 euros e em 2006 - 10,20 euros
O presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, acusou hoje o Governo de ter aumentado os preços de medicamentos essenciais para o público.
Nuno Melo começou a sua intervenção a sustentar que, em consequência das medidas do executivo no sector dos medicamentos, os preços de remédios essenciais aumentaram nos últimos seis meses, situação que resultou em prejuízo para os mais idosos e carenciados.
Segundo o líder da bancada do CDS-PP, um medicamento preventivo de acid entes vasculares cerebrais custava em 2005 5,37 euros, mas em 2006 custa já 7,57 euros; um medicamento contra a hipertensão custava em 2005 7,27 euros e em 2006 10,20 euros.
Nuno Melo sustentou ainda que o preço médio dos genéricos é actualmente mais caro do que os medicamentos de marca, dando como exemplo o ben-u-ron, que custa 1,42 euros, contra os 2,30 euros do genérico paracetamol.
«Também os preços dos medicamentos não sujeitos a receita médica são mais caros nos hipermercados do que nas farmácias», disse, dando agora como exemplo os preços praticados com a venda da aspirina.
Sócrates começou por introduzir uma nota de humor na sua primeira resposta a Nuno Melo.
«O senhor deputado Nuno Melo disse no início da sua intervenção que estava com dores de cabeça. Depois de o ouvir, digo-lhe que estimo as suas melhoras», comentou, provocando risos nas bancadas.
O primeiro-ministro acusou depois Nuno Melo de ter feito «um exercício da mais vulgar demagogia», alegando que, no Serviço Nacional de Saúde, «há mais de 1500 medicamentos» e que o líder da bancada do CDS-PP apresentou apenas alguns exemplos duvidosos.
«Os estudos do Ministério da Saúde comprovam que houve uma redução do preço dos medicamentos. O valor total [das vendas] dos medicamentos reduziu-se 22 por cento, sendo a descida da comparticipação do Serviço Nacional de Saúde de 1 9 por cento - o que comprova, pela diferença de três por cento, que houve poupan ça dos utentes», contrapôs o primeiro-ministro.
Nuno Melo, na sua segunda intervenção, queixou-se da decisão da maioria absoluta do PS de impedir uma audição parlamentar com o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino.
«Esse ministro, em representação do Estado Português, disse ser um iberista, que, segundo os dicionários, significa partidário da união política de Portugal com Espanha», apontou o presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP.
José Sócrates reagiu de forma dura, dizendo que «se o fantasma do PCP é a palavra liberalização, o fantasma do CDS é ver ameaças em todo o lado à soberania nacional».
«Acho absolutamente antiquada e tacanha essa visão desconfiada e mesquinha em relação a Espanha. É cegueira que o CDS não perceba que a grande oportunidade das empresas portuguesas seja Espanha. É tão ridícula essa vossa pretensão de terem uma superioridade em relação à defesa da Pátria», declarou ainda Sócrates, dirigindo-se à bancada do CDS-PP.
- P. Diário






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