CDS teme que crise em Timor desfaça muitos sonhos
O CDS-PP tem acompanhado a situação em Timor-Leste com "muita preocupação" e teme que os confrontos verificados no território possam significar "o desfazer de muitos sonhos", afirmou hoje à agência Lusa o vice-presidente democrata-cristão Anacoreta Correia."Por muito grandes que sejam as divergências, não se justifica o terror a que se sujeitam as populações e a degradação da imagem internacional de Timor-Leste", sublinhou Anacoreta Correia, que presidiu à última comissão parlamentar de acompanhamento da situação em Timor-Leste.
O vice-presidente do CDS e ex-deputado defendeu que o Governo português deverá "responder favoravelmente" ao pedido - feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, José Ramos Horta - de envio da GNR para Timor-Leste, sublinhando que esta força "goza de um grande prestígio" no país.
O pedido foi feito por Ramos Horta e já teve resposta positiva do executivo português, que anunciou que a GNR só regressará a Timor- Leste integrada numa força da ONU.
Por outro lado, Anacoreta Correia sugeriu que Portugal constitua uma "equipa de mediação" formada por pessoas ligadas a Timor-Leste, ressalvando que esta teria de ser "pedida e desejada por ambas as partes".
"Esta comissão poderia ser formada por políticos que indiscutivelmente estão ligados à questão de Timor, pessoas que prestaram serviços relevantes no território, como o Dr. Antero Luís, e militares na mesma situação", explicou.
O juiz desembargador Antero Luís dirige os Serviços de Informações e Segurança desde Outubro do ano passado, tendo feito carreira na área criminal e participado em diversas acções de cooperação com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e em Timor-Leste.
A tensão em Timor-Leste decorre de incidentes protagonizados por ex-militares que disseram ser alvo de discriminação por parte da hierarquia militar.
Na sequência de confrontos entre ex-militares e as forças da ordem a 28 e 29 de Abril passado em Díli, que fizeram cinco mortos e dezenas de feridos, cerca de 70 por cento da população da capital fugiu para as montanhas, só começando a regressar nos últimos dias.
Notícia LUSA






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