terça-feira, março 07, 2006

CDS/PP contra introdução de quotas nas listas eleitorais

O líder parlamentar do CDS/PP, Nuno Melo, manifestou-se esta terça-feira contra a introdução de quotas na composição das listas eleitorais, considerando que essa medida «é uma tentativa de impor artificialmente aquilo que as mulheres conseguem por mérito».

«As quotas são uma forma artificial de criar o que as mulheres conseguem alcançar pelo seu mérito, desde que queiram», defendeu Nuno Melo
, em declarações à Lusa.

Sublinhando que «não há nenhum entrave em qualquer partido à participação das mulheres», Nuno Melo disse acreditar que a reduzida visibilidade das mulheres na vida política tem outra explicação.

«A verdade é que há muitas mulheres que não têm apetência para a política e preferem outras áreas», disse.

«Não é à toa que em inúmeras profissões, ao mais alto nível, hoje existem mais mulheres do que homens», salientou o líder parlamentar da bancada do CDS, apontando como exemplo o ensino, a magistratura e a saúde.

Nuno Melo salientou ainda que a introdução de quotas pode forçar a «um nivelamento por baixo».

«Existe o risco de pessoas com qualidade e que habitualmente seriam escolhidas para um lugar serem preteridas para cumprir esta regra», frisou.

O líder parlamentar democrata-cristão invocou as «regras eleitorais» para que, na sua bancada de 12 deputados, apenas marque presença uma mulher.

«O CDS é um partido que, por regra, elege apenas os cabeças de lista e tinha, em vários sítios, mulheres nesse lugar, mas não foram eleitas», disse.

«Sem que nunca tenham sido precisas quotas», Nuno Melo destacou «as mulheres extraordinárias que o CDS tem dado ao país», apontando como exemplos a vereadora da Câmara Municipal de Lisboa Maria José Nogueira Pinto, a ex-ministra da Justiça Celeste Cardona e a deputada e ex-secretária de Estado Teresa Caeiro.

(...)

- Diário Digital / Lusa

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