Avança o Comissariado para a Baixa-Chiado
A vereadora do CDS-PP na Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, vai propor quarta-feira a criação de um comissariado destinado a elaborar e coordenar um plano de intervenção para a Baixa-Chiado.Segundo a proposta de Maria José Nogueira Pinto, que será discutida em reunião privada do executivo camarário na quarta-feira, o comissariado deverá elaborar, no prazo de seis meses, um plano estratégico de intervenção a nível urbanístico, económico, financeiro, social e cultural para a Baixa-Chiado e zonas envolventes, cuja execução deverá depois acompanhar.
A vereadora vai também propor a designação, para integrar o comissariado, do ex-ministro da Economia Augusto Mateus, com a competência do financiamento e sustentabilidade económica, e de Elísio Summavielle, presidente do Instituto Português do Património Arquitectónico, para coordenar a área do património histórico e actividades culturais.
Outras personalidades indicadas são o arquitecto Manuel Salgado (urbanismo, mobilidade e espaço público), Maria Celeste Hagatong (actividades económicas), o ex-deputado do PP Miguel Anacoreta Correia (área executiva) e a investigadora e docente de História de Arte na Universidade Nova de Lisboa, Raquel Henriques da Silva (candidatura à UNESCO).
Na proposta, a vereadora refere a "necessidade urgente de travar o declínio da Baixa lisboeta", através de "uma grande operação" de revitalização e reabilitação urbana que permita o repovoamento da zona, "fixando população prioritariamente de classe média e jovem".
A responsável sustenta ainda que intervêm na Baixa "diversos serviços e entidades", cujo trabalho "urge integrar numa estratégia de conjunto".
O comissariado deverá colaborar na conclusão do processo de candidatura da Baixa Pombalina a património mundial da UNESCO, e coordenar a actividade da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) daquela área e da Unidade de Projecto da Baixa-Chiado.
A Agência de Promoção da Baixa/Chiado e o Fundo Remanescente de Reconstrução do Chiado serão duas entidades com que o futuro comissariado irá trabalhar "em estreita colaboração", além de "estabelecer a ligação com todas as entidades externas à Câmara de Lisboa, nacionais ou internacionais, públicas ou privadas, que se revelem necessárias".
Notícia LUSA






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