quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Fogo posto: CDS quer mais rigor e eficácia

A direcção do CDS-PP apelou ontem ao Governo para que dê renovada atenção à iniciativa do partido de combate aos fogos florestais, lamentando "que toda a esquerda parlamentar, por preconceito e insensibilidade", tenha rejeitado na Assembleia da República o projecto no sentido de modificar a moldura penal do crime de fogo posto.
"Parece-nos que a esquerda fê-lo contrariando um sentimento generalizado da sociedade portuguesa de punir de forma eficaz os que põem o fogo', disse ontem ao JN José Paulo Carvalho, membro da direcção do CDS-PP. Esta questão é uma matéria cara aos centristas que dedicaram, durante o Verão passado, uma grande atenção aos fogos, tendo, pouco meses depois, publicado conclusões que apontavam já para os dados divulgados anteontem pela Direcção- Geral dos Recursos Florestais (DGRF) e que vão no sentido de o fogo posto ter sido a maior causa dos incêndios florestais registados em 2005.
Impedido de representar o diploma que alarga os limites mínimo e máximo da pena por fogo posto para de quatro a dez anos de prisão, o partido mantém a mesma vontade de participar numa solução que defende Paulo Carvalho, "do ponto de vista judicial deve ir no sentido do nosso projecto". "Ao permitir aplicar todas as medidas de coacção, incluindo a prisão preventiva, esta medida mostra a todos que o Estado pode reagir de forma dura, rápida e eficaz contra este crime". O dirigente centrista sublinha que esta medida inclui-se num quadro amplo de iniciativas que o CDS definiu como "Agenda Nacional de Defesa da Floresta" e que foi elaborada por membros do Conselho Económico e Social do CDS e coordenado pelo vice-presidente José Castro Coelho.

Notícia JN

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