Faleceu João Morais Leitão

O CDS/Partido Popular está de luto.
Faleceu hoje, em Lisboa, um dos mais relevantes fundadores do partido e figura de referência do CDS: João Morais Leitão.
Neste triste momento, o presidente do CDS-PP endereça à família do fundador do partido, bem como a todos os militantes democratas-cristãos a seguinte mensagem:
"O CDS está de luto. Faleceu um dos nossos mais brilhantes dirigentes históricos, fundador do nosso partido, deputado e governante de Portugal. João Morais Leitão foi um dos nossos melhores, sempre fiel ao ideário personalista e democrata-cristão. Mesmo quando a vida profissional o afastou das lides partidárias, nunca negou a sua lealdade ao partido e a disponibilidade para sinalizar a sua pertença democrata-cristã ou para apoiar e aconselhar a direcção, sempre que solicitado. É um exemplo que nos honra a todos, como cidadão, como político e como profissional distinto na advocacia.
O CDS-PP e, por todos, o seu presidente curvam-se perante a sua memória e o seu exemplo de cidadania e de serviço público.
À família, neste momento de dor e de pesar, todo o partido presta a sua sentida homenagem e apresenta as mais sinceras e amigas condolências, com sentimentos que são de tristeza, mas simultaneamente de gratidão por o contarmos como exemplo e referência futura.
O presidente do CDS/Partido Popular,
José Ribeiro e Castro"
Foi um dos fundadores do CDS em 1974. Indicado pelo CDS nos Governos da Aliança Democrática, foi Ministro dos Assuntos Sociais do VI Governo Constitucional (Jan. 1980 - Jan. 1981) e Ministro das Finanças e do Plano do VII Governo Constitucional (Jan. 1981 - Ago. 1981). Foi também eleito Deputado à Assembleia da República nas eleições de 1980 e de 1983.
Foi Director do Contencioso do Banco Pinto & Sotto Mayor até 1968 e Administrador Delegado da Companhia de Seguros Mundial-Confiança até Março de 1975.
Membro da Ordem dos Advogados desde 1962, foi Primeiro Vice-Presidente do Conselho Geral da Ordem dos Advogados entre 1990 e 1992, veio a ser Membro do Conselho Superior da Ordem dos Advogados entre 1996 e 1998.
Exerceu a Advocacia como Sócio Principal na Sociedade de Advogados "Morais Leitão, J. Galvão Teles & Associados", da qual saiu, por passagem à reforma, em 1 de Janeiro de 2004. Posteriormente dedicou-se exclusivamente à intervenção em arbitragens comerciais internacionais e ao exercício, em funções não executivas, de cargos sociais nalgumas empresas, tendo sido Presidente do Conselho de Administração da Lusoponte e Presidente da Mesa da Assembleia Geral de várias sociedades entre as quais a lmpresa, a Portucel, a Galp Energia e várias sociedades do Grupo Queiroz Pereira.
É autor de diversas publicações jurídicas e económicas entre as quais "A Industria de Seguros em Portugal" (Lisboa 1973); "A Extinção das Obrigações por Dação em Cumprimento" (Lisboa 1979); "O Investimento Estrangeiro em Portugal - Contributos para o Desenvolvimento de um Regime Jurídico" (Lisboa 1979); "Mercado de Capitais - Algumas Notas" (Lisboa 1983); "The Project Finance of the new Tagus Roadcrossing - A Case Study (Euromoney, 2000).
O corpo de João Morais Leitão encontra-se, em câmara ardente, na Basílica da Estrela, em Lisboa, onde hoje é celebrada Missa de corpo presente, pelas 20:00H, e de onde sairá o enterro, amanhã, domingo, 19 de Fevereiro, pelas 14:30H, para o cemitério do Alto de S. João.






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