sábado, fevereiro 18, 2006

Faleceu João Morais Leitão


O CDS/Partido Popular está de luto.

Faleceu hoje, em Lisboa, um dos mais relevantes fundadores do partido e figura de referência do CDS: João Morais Leitão.

Neste triste momento, o presidente do CDS-PP endereça à família do fundador do partido, bem como a todos os militantes democratas-cristãos a seguinte mensagem:

"O CDS está de luto. Faleceu um dos nossos mais brilhantes dirigentes históricos, fundador do nosso partido, deputado e governante de Portugal. João Morais Leitão foi um dos nossos melhores, sempre fiel ao ideário personalista e democrata-cristão. Mesmo quando a vida profissional o afastou das lides partidárias, nunca negou a sua lealdade ao partido e a disponibilidade para sinalizar a sua pertença democrata-cristã ou para apoiar e aconselhar a direcção, sempre que solicitado. É um exemplo que nos honra a todos, como cidadão, como político e como profissional distinto na advocacia.
O CDS-PP e, por todos, o seu presidente curvam-se perante a sua memória e o seu exemplo de cidadania e de serviço público.
À família, neste momento de dor e de pesar, todo o partido presta a sua sentida homenagem e apresenta as mais sinceras e amigas condolências, com sentimentos que são de tristeza, mas simultaneamente de gratidão por o contarmos como exemplo e referência futura.
O presidente do CDS/Partido Popular,
José Ribeiro e Castro"

João Morais Leitão nasceu em 1938 e licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa.
Foi um dos fundadores do CDS em 1974. Indicado pelo CDS nos Governos da Aliança Democrática, foi Ministro dos Assuntos Sociais do VI Governo Constitucional (Jan. 1980 - Jan. 1981) e Ministro das Finanças e do Plano do VII Governo Constitucional (Jan. 1981 - Ago. 1981). Foi também eleito Deputado à Assembleia da República nas eleições de 1980 e de 1983.
Foi Director do Contencioso do Banco Pinto & Sotto Mayor até 1968 e Administrador Delegado da Companhia de Seguros Mundial-Confiança até Março de 1975.

Membro da Ordem dos Advogados desde 1962, foi Primeiro Vice-Presidente do Conselho Geral da Ordem dos Advogados entre 1990 e 1992, veio a ser Membro do Conselho Superior da Ordem dos Advogados entre 1996 e 1998.
Exerceu a Advocacia como Sócio Principal na Sociedade de Advogados "Morais Leitão, J. Galvão Teles & Associados", da qual saiu, por passagem à reforma, em 1 de Janeiro de 2004. Posteriormente dedicou-se exclusivamente à intervenção em arbitragens comerciais internacionais e ao exercício, em funções não executivas, de cargos sociais nalgumas empresas, tendo sido Presidente do Conselho de Administração da Lusoponte e Presidente da Mesa da Assembleia Geral de várias sociedades entre as quais a lmpresa, a Portucel, a Galp Energia e várias sociedades do Grupo Queiroz Pereira.

É autor de diversas publicações jurídicas e económicas entre as quais "A Industria de Seguros em Portugal" (Lisboa 1973); "A Extinção das Obrigações por Dação em Cumprimento" (Lisboa 1979); "O Investimento Estrangeiro em Portugal - Contributos para o Desenvolvimento de um Regime Jurídico" (Lisboa 1979); "Mercado de Capitais - Algumas Notas" (Lisboa 1983); "The Project Finance of the new Tagus Roadcrossing - A Case Study (Euromoney, 2000).

O corpo de João Morais Leitão encontra-se, em câmara ardente, na Basílica da Estrela, em Lisboa, onde hoje é celebrada Missa de corpo presente, pelas 20:00H, e de onde sairá o enterro, amanhã, domingo, 19 de Fevereiro, pelas 14:30H, para o cemitério do Alto de S. João.

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