quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Estudo dá prioridade à construção do novo hospital oriental de Lisboa


De acordo com um trabalho encomendado pelo Ministério da Saúde a uma equipa de especialistas da Escola de Gestão do Porto, liderada pelo economista Daniel Bessa, o futuro Hospital de Todos os Santos, na zona oriental de Lisboa, deverá ser a primeira de seis unidades a construir em regime de parcerias entre o sector público e o privado.
O estudo revelou uma hierarquização da prioridade de construção das futuras unidades hospitalares do país, tendo em conta as necessidades das populações, a acessibilidade, a qualidade dos cuidados, os custos a que são prestados e o impacto da construção de cada unidade na reorganização da rede hospitalar. Nesse sentido, as prioridades são as seguintes: um novo hospital em Faro; o alargamento do Hospital Garcia da Orta, em Almada, e uma nova unidade em Évora.Para os especialistas envolvidos no trabalho, a criação de mais hospitais num modelo público/privado só faz sentido se forem encerrados aqueles que estão destinados a ser substituídos pelos novos ou que abrangem a mesma população-alvo.
Mediante este critério, o Hospital de Todos os Santos, que vence nas prioridades, significará o encerramento dos hospitais de S. José, Capuchos/Desterro e Santa Marta, no centro de Lisboa. O mesmo deverá acontecer em Faro, onde se construirá o «Hospital Central do Algarve» e se encerrará o actual hospital distrital, com 400 camas.
O estudo, refere o Público, está disponível em www.portaldasaude.pt para discussão pública até ao final de Março, antes de ser revisto à luz dos novos contributos e formalmente apresentado ao ministro da Saúde, Correia de Campos. Pressupõe a avaliação das necessidades de construção de cada uma das unidades e o estudo de um ou dois cenários alternativos, nomeadamente a manutenção da actual situação.Por outro lado, o documento defende a construção de apenas cinco hospitais de raiz, propondo em vez de um novo hospital na margem Sul do Tejo, o alargamento do Garcia da Orta. Os especialistas recomendam dotar a unidade com mais 150 camas, ficando com cerca de 650 de forma a colmatar as carências agudas de cuidados da população do Seixal, Almada e Sesimbra.
Para justificar o alargamento desta unidade são apontadas questões de «custo, racionalidade e eficiência da rede hospitalar», sob pena de se evitarem desperdícios. Os peritos sugerem ainda a tutela a reequacionar a necessidade de camas para Todos os Santos, dada a tendência de perda populacional, e dar prioridade, em Évora, a uma «qualificação e intensificação tecnológica», em detrimento do aumento de camas.Para além disso, é defendido que os terrenos destinados à construção dos novos hospitais sejam adquiridos pelo Estado.
O mesmo jornal adianta que o ministro da Saúde só deverá se pronunciar sobre este estudo em Abril, decidindo então qual a primeira unidade a avançar e quando.De salientar que a tutela pretende construir as seguintes unidades: Hospital da margem Sul do Tejo; Hospital de Todos os Santos; Hospital Central de Faro; Hospital Central de Évora; Hospital Central de Gaia e Hospital Póvoa de Varzim e Vila do Conde.
Notícia ANAFRE

0 Comentários:

Enviar um comentário

<< Home