Anacoreta Correia despede-se do Parlamento
O deputado do CDS-PP Miguel Anacoreta Correia justificou hoje a decisão de renunciar ao mandato, com efeitos a partir de sexta-feira, com a defesa da "renovação política" e necessidade de mais tempo para outras vertentes políticas e pessoais.
Numa intervenção no plenário da Assembleia da República, Anacoreta Correia lembrou que, já depois da sua eleição como deputado, passou a ocupar o cargo de vice-presidente do CDS-PP na direcção de Ribeiro e Castro, tornou-se membro da Assembleia Municipal de Lisboa e integrou a comissão política da candidatura presidencial de Cavaco Silva.
"Nestas circunstâncias, entendi que o melhor era optar e, sendo adepto convicto da renovação política, não me foi difícil a escolha", assegurou, acrescentando que o objectivo desta renúncia é "dispor de mais tempo" para a vice-presidência do partido e para a acção autárquica do CDS em Lisboa, bem como para si próprio.
Apesar de ser o único elemento da direcção de Ribeiro e Castro numa ban cada eleita ainda na presidência de Paulo Portas, Anacoreta Correia afastou, implicitamente, qualquer relação deste facto com a sua saída.
"Foram estas e apenas estas as razões fundamentais da minha renúncia ao mandato e espero que elas sejam respeitadas", afirmou.
Deputado da Assembleia da República entre 1981 e 1987, secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Transportes no início dos anos 80 e alto funcionário da Comissão Europeia durante dez anos, Anacoreta Correia deixou um aviso na hora da sua saída.
"Os resultados das eleições autárquicas de Dezembro e das eleições presidenciais vieram confirmar que existem sinais de crise nas relações entre o eleitorado, os seus representantes políticos e os partidos", alertou, apelando para uma maior aproximação entre Parlamento e sociedade civil.
Aplaudido por todas as bancadas - CDS e PSD fizeram questão de o aplaudir de pé -, a actuação de Anacoreta Correia como parlamentar mereceu o elogio unânime de todos os partidos, do Governo e do Presidente da Assembleia da República.
"Temos uma tremenda honra por o ter tido aqui connosco e, agora, uma tremenda sensação de perda. É de todos um dos melhores", sublinhou o líder parlamentar do CDS, Nuno Melo, numa bancada onde estiveram ausentes os deputados Paulo Portas e Telmo Correia.
Se pelo PSD, Guilherme Silva salientou a "perda para o Parlamento", o vice-presidente da bancada do PS José Junqueiro elogiou Anacoreta Correia por col ocar sempre em primeiro lugar "o interesse nacional".
Bernardino Soares (PCP) aplaudiu a "serenidade e rigor" do deputado do CDS, Luís Fazenda (BE) desejou-lhe "as melhores felicidades pessoais" e Heloísa Apolónia agradeceu a "ajuda" no desbloquear de um projecto d'"Os Verdes" sobre transporte colectivo de crianças.
Em nome do Governo, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, elogiou o gesto de renúncia de Anacoreta Correia, por entender que não poderia exercer da forma mais adequada o seu mandato de deputado.
"Ninguém pode ser deputado em part-time", realçou o ministro.
Também o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, se associou a esta homenagem a Anacoreta Correia, que considerou como "um grande parlamentar, um grande governante e um grande quadro político".
"O seu partido, a democracia portuguesa muito lhe devem", acentuou Gama.
Numa intervenção no plenário da Assembleia da República, Anacoreta Correia lembrou que, já depois da sua eleição como deputado, passou a ocupar o cargo de vice-presidente do CDS-PP na direcção de Ribeiro e Castro, tornou-se membro da Assembleia Municipal de Lisboa e integrou a comissão política da candidatura presidencial de Cavaco Silva.
"Nestas circunstâncias, entendi que o melhor era optar e, sendo adepto convicto da renovação política, não me foi difícil a escolha", assegurou, acrescentando que o objectivo desta renúncia é "dispor de mais tempo" para a vice-presidência do partido e para a acção autárquica do CDS em Lisboa, bem como para si próprio.

Apesar de ser o único elemento da direcção de Ribeiro e Castro numa ban cada eleita ainda na presidência de Paulo Portas, Anacoreta Correia afastou, implicitamente, qualquer relação deste facto com a sua saída.
"Foram estas e apenas estas as razões fundamentais da minha renúncia ao mandato e espero que elas sejam respeitadas", afirmou.
Deputado da Assembleia da República entre 1981 e 1987, secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Transportes no início dos anos 80 e alto funcionário da Comissão Europeia durante dez anos, Anacoreta Correia deixou um aviso na hora da sua saída.
"Os resultados das eleições autárquicas de Dezembro e das eleições presidenciais vieram confirmar que existem sinais de crise nas relações entre o eleitorado, os seus representantes políticos e os partidos", alertou, apelando para uma maior aproximação entre Parlamento e sociedade civil.
Aplaudido por todas as bancadas - CDS e PSD fizeram questão de o aplaudir de pé -, a actuação de Anacoreta Correia como parlamentar mereceu o elogio unânime de todos os partidos, do Governo e do Presidente da Assembleia da República.
"Temos uma tremenda honra por o ter tido aqui connosco e, agora, uma tremenda sensação de perda. É de todos um dos melhores", sublinhou o líder parlamentar do CDS, Nuno Melo, numa bancada onde estiveram ausentes os deputados Paulo Portas e Telmo Correia.
Se pelo PSD, Guilherme Silva salientou a "perda para o Parlamento", o vice-presidente da bancada do PS José Junqueiro elogiou Anacoreta Correia por col ocar sempre em primeiro lugar "o interesse nacional".
Bernardino Soares (PCP) aplaudiu a "serenidade e rigor" do deputado do CDS, Luís Fazenda (BE) desejou-lhe "as melhores felicidades pessoais" e Heloísa Apolónia agradeceu a "ajuda" no desbloquear de um projecto d'"Os Verdes" sobre transporte colectivo de crianças.
Em nome do Governo, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, elogiou o gesto de renúncia de Anacoreta Correia, por entender que não poderia exercer da forma mais adequada o seu mandato de deputado.
"Ninguém pode ser deputado em part-time", realçou o ministro.
Também o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, se associou a esta homenagem a Anacoreta Correia, que considerou como "um grande parlamentar, um grande governante e um grande quadro político".
"O seu partido, a democracia portuguesa muito lhe devem", acentuou Gama.
Fonte: LUSA






1 Comentários:
O nosso querido Engº, é um Homem trabalhador, corajoso e de mérito.
Enviar um comentário
<< Home