CDS/PP critica opções do Governo na área da Saúde
"O Governo de José Sócrates, quando olha para Portugal, pouco mais vê do quer Lisboa - e o resto é paisagem". A crítica é dos dois deputados do CDS/PP eleitos pelo círculo do Porto, António Pires de Lima e Álvaro Castello-Branco, ontem em conferência de imprensa, e vem a propósito da escolha do Ministério da Saúde em optar por avançar nos projectos de construção de mais três hospitais na região da Grande Lisboa e decidido cancelar a construção de outros cinco: Vila Nova de Gaia, Póvoa/Vila do Conde, Guarda, Évora e Algarve.
Os dois deputados lembraram que foi durante o anterior Governo de centro-direita que foram lançados os dez novos hospitais a construir, "todos eles seriam de responsabilidade privada, que também assegurava a sua gestão". Quando caiu o anterior Executivo "estava assegurada a construção de novos hospitais em Loures e Cascais, Braga, Sintra, Vila Franca de Xira, Faro, Guarda, Évora, Póvoa de Varzim/Vila do Conde e Vila Nova de Gaia", dizem, sendo que "não eram necessários mais estudos, a decisão de construção estava aprovada".
Para os democrata-cristãos, os projectos congelados são precisamente aqueles que iriam servir "as populações mais necessitadas e mais distantes dos cuidados de saúde ou que estão entregues a equipamentos rudimentares e arcaicos".
Decisão "inqualificável" sobre CMIN
O CDS/PP, em nome dos dois deputados, repudia também a "atitude inaceitável como o ministro da Saúde, Correia de Campos, inviabilizou também o projecto do Centro Materno Infantil do Norte na cidade do Porto" assim como a forma "inqualificável como foi explicada tal decisão". "Este governo está a fazer mal à saúde das populações mais carecidas e abandonadas".
Por tudo isto, o CDS/PP afirma fazer questão de "se solidarizar, neste momento, com as populações atingidas por esta decisão do Governo do PS" e prometem acompanhar "criticamente esta situação e adoptar todos as formas de luta ao seus dispor, nomeadamente no parlamento, para combater esta injustiça".
"Não podemos aceitar - e não aceitaremos - que existam portugueses de primeira e portugueses esquecidos", concluíram.
- Comércio do Porto






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