sábado, maio 21, 2005

CDS quer medidas de combate ao défice já

O líder do CDS/PP desafiou hoje o Governo a "não esperar pelas autárquicas" para combater o défice, lembrando que os números a registar no final do ano serão já da responsabilidade de José Sócrates.
"O Governo tem os instrumentos necessários para agir de imediato. E o défice no final do ano será resultado da acção governativa", frisou Ribeiro e Castro, para quem Sócrates "não pode esperar pelas autárquicas para responder aos problemas, que se agravarão caso haja qualquer atraso".
Para o presidente "popular", que espera uma reacção imediata do Governo após a divulgação dos resultados do Relatório Constâncio (elaborado sob a coordenação do governador do Banco de Portugal para avaliar o verdadeiro estado das contas públicas), as medidas necessárias "porão fim a muita gratuitidade, porque há sempre uma factura a pagar".
Essas medidas, considerou, terão de pôr em causa "o modelo de Estado existente, a sua dimensão e os seus custos" e mostrarão que "as críticas que nos últimos anos foram feitas" ao Governo PSD/PP "foram injustas".
Ribeiro e Castro, que falava à margem da reunião do Conselho Nacional do CDS/PP, que decorre hoje e domingo em Gaia, anunciou que a votação das eleições directas do líder do partido ocorrerá esta noite, assim como o acordo-quadro com o PSD para coligações nas autárquicas.
Desde já ficou claro, disse, que não haverá coligações "directas ou indirectas" com o PS.
O tema das coligações estará esta noite à mesa, quando Ribeiro e Castro jantar com Marques Mendes na apresentação do candidato conjunto à Câmara de Vila do Conde, admitiu o líder centrista.
Questionado sobre as críticas de Pires de Lima e de Nuno Melo à eleição directa do líder do CDS/PP, Ribeiro e Castro recordou que "o congresso decidiu assim e a vontade do congresso tem de ser obedecida".
O líder "popular" considerou que a proposta do PCP para a realização de um novo referendo sobre a regionalização ainda na actual legislatura "não faz sentido", mas defendeu que "ainda menos sentido faz o que o PS quer, que é remeter a questão para o próximo mandato".
"Isso preocupa-me, porque pode ser sinal de que não se fará nada até lá", quando há muito a fazer em termos de descentralização no quadro da reforma de Miguel Relvas", disse.
Fonte: PD