segunda-feira, maio 09, 2005

António Costa também admite lei do aborto sem referendo

Afigura-se-me um comentário:

já analisei, aqui, a questão; esta entrevista e declaração vem, apenas e somente, consubstanciar a análise.

As promessas do partido socialista não são para serem levadas a sério, nem tão pouco a credibilidade deste Governo; um partido que em campanha apregoa algo, e no governo faz o seu contrário.

António Costa, o número dois do Governo, é mais uma voz socialista a admitir que a despenalização do aborto pode ser aprovada no Parlamento, sem referendo. Em entrevista ao programa "Diga Lá Excelência", da Rádio Renascença, RTP e Público, Costa assume que "era bom que a questão se resolvesse por referendo, mas é evidente que nada pode ficar bloqueado, nem é legítimo que se bloqueie a possibilidade da convocação do referendo ad eternum." Para o ministro de Estado e da Administração Interna, "tem de haver alteração da lei, e por via do referendo, tão depressa quanto possível"; caso contrário, o PS "não vai deixar-se bloquear nessa questão". Na semana passada, Jorge Coelho, numa posição concertada com José Sócrates, já tinha defendido a hipótese do PS abdicar do referendo e mudar a lei no Parlamento.
- DN