"Somos os verdadeiros revolucionários do século XXI"
António Pires de Lima, vice-presidente do CDS/PP e cabeça-de-lista pelo Porto, juntou-se ontem à caravana nacional do líder do partido, Paulo Portas, para defender que o CDS/PP é o partido verdadeiramente revolucionário, em virtude da mudança de mentalidades que quer operar nos portugueses e das propostas do programa de Governo.
"Somos os verdadeiros revolucionários do século XXI, mas revolucionários cordatos e serenos", sublinhou Pires de Lima, depois de responsabilizar a "esquerda do PREC" pelo modelo de salários baixos do país e pela falta de riqueza, numa comunicação sobre emprego.
O cabeça-de-lista pelo Porto criticou ainda a Constituição, pela rigidez que imprime ao mercado de trabalho e por ser prejudicial aos trabalhadores. "O CDS/PP é o único partido que tem a coragem de assumir que a Constituição não serve, exactamente, os desafios do Portugal do século XXI. Ganharia em ser simplificada, flexibilizada para permitir que as maiorias eleitas possam exercer os seus mandatos sem as ambiguidades do Tribunal Constitucional", frisou.
Pires de Lima defendeu ainda a criação de um ranking das escolas, mas relativo ao índice de empregabilidade, referindo que os jovens têm o direito de quando escolhem uma escola saber qual a viabilidade do curso seleccionado.
Dar a conhecer as propostas de emprego do programa do CDS na cidade do Porto não foi uma escolha aleatória, já que o distrito tem 120 mil desempregados, 112 mil dos quais estão à procura de um novo emprego. Esta realidade leva o CDS/PP a apostar na reeducação e na reescolarização para integrar essas pessoas no mercado de trabalho, com a mais-valia da formação profissional.
Ida ao mercado

Ontem, o dia de campanha começou bem cedo. Para deixar bem claro que não receia o contacto com o povo, Paulo Portas saiu novamente à rua e foi ao mercado da Póvoa de Varzim. Porém, com os jornalistas foi marcado um ponto de encontro neutro para, mais uma vez, evitar que provocadores estragassem a acção de campanha.
Chegados ao mercado, Paulo Portas e Pires de Lima distribuíram cumprimentos, naquele que é um local que os populares consideram um barómetro dos resultados eleitorais e do qual saíram satisfeitos e também com uma promessa. Maria das Dores, uma vendedora do mercado, disse que queria dar uma volta de automóvel com o líder popular e "no banco da frente". Portas prometeu que voltaria à Póvoa de Varzim após as eleições se ultrapassasse os 10% para satisfazer a vontade à senhora.
Uma visita a uma fábrica de carpintaria e decoração, onde os salários médios são de 600 euros, preencheu o que faltava da manhã dos populares.
Na noite anterior, Paulo Portas terminou o seu dia dedicado a Aveiro, discursando perante 400 pessoas num jantar-comicio, em Oliveira de Bairro, resumindo a estratégia para o progresso do país através do que chamou de "os três E da democracia: pôr a economia a crescer, uma educação virada par ao mercado de trabalho e um bom índice ecológico de desenvolvimento - Economia, Educação, Ecologia".
Cortesia: "Comércio do Porto"






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