quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Portas pede voto útil para o bom governo do País

Paulo Portas está convencido de que o CDS/PP vai ser o terceiro partido mais votado nas legislativas por entender que os seus ministros mostraram o que valem na maioria de Governo. O líder do PP não descarta acordos com o PS, apesar de achar este cenário «não provável nem preferível», e pede aos portugueses um «voto útil» para «o bom governo do País».
Falando aos microfones da rádio TSF, o presidente do CDS/PP começou por comentar as alegadas insinuações de Santana Lopes dirigidas a José Sócrates, referindo que «quem convence não precisa de ofender» e que o «País penalizará este tipo de política», para pouco depois afirmar que o líder do PS «tem tido a arrogância de pedir a maioria absoluta sem sequer apresentar um ministro das Finanças».
O líder do PP dirigiu críticas ao discutido pelos líderes dos dois maiores partidos em período de pré-campanha para depois dizer que o CDS «fará uma campanha pela positiva» e que «as pessoas sabem quem será a equipa de governo» do partido.
Por isso mesmo, Portas assumiu-se como «candidato a primeiro-ministro». O líder do PP foi mais longe e disse que «gostaria que o CDS tivesse influência em sectores onde não teve: na Saúde, Educação e Economia». «O PP pode ter mais força. Quem são as pessoas no PS que vão dirigir as Finanças?», questionou Portas, elogiando depois a actuação de Bagão Félix enquanto ministro das Finanças.
Aproveitando a ocasião, o presidente do CDS/PP disse que considera que o seu partido «vai de encontro às preocupações da classe média, que está preocupada com o crescimento da economia» e que a «ascensão do Bloco de Esquerda e PCP são um sinal contrário para a esperança desse crescimento».
«Os votos não são dos partidos, são das pessoas e há gente moderada cansada com o Governo. O CDS dá utilidade a um conjunto de valores que de outra forma se perderiam», disse Portas.
Além de Bagão Félix, Portas elogiou a actuação do ministro do Ambiente, Nobre Guedes, e quis desmarcar-se da actuação do líder do PSD no período de pré-campanha dizendo que «recuso-me a ser comentador da campanha do PSD».
O presidente dos populares teve ainda tempo para dizer que na próxima legislatura vai pedir a revisão do tempo de antena que as televisões portuguesas dão ao debate político já que serão renovadas as licenças de emissão.
(fonte: TSF)