Portas apela ao voto

Líder popular pede aos indecisos o "benefício da dúvida"
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, apelou hoje ao voto do eleitorado do PSD e do PS que esteja "legitimamente" indeciso, pedindo a esses portugueses que dêem "o benefício da dúvida" aos democratas- cristãos.
Num almoço-comício em Lisboa, o líder do CDS-PP dirigiu-se aos "portugueses que estão com algum comodismo ou desilusão, que pensam ainda se vão às urnas no dia 20 de Fevereiro e que estão cheios de dúvidas quanto à segurança e à estabilidade das opções tradicionais".
"A esses portugueses, cheios de dúvidas, com uma legítima preocupação, o CDS deve dizer: nós merecemos o benefício da dúvida", declarou Paulo Portas, perante milhares de apoiantes (mais de três mil, de acordo com a organização, cerca de 4.500, segundo o CDS-PP).
"Se algum eleitor da nossa área ainda tiver alguma dúvida, basta olhar para esta sala", acrescentou, falando directamente para os eleitores do centro-direita.
Paulo Portas sustentou, por outro lado, que o voto no CDS-PP "torna impossível uma maioria absoluta de qualquer partido" e não apenas dos socialistas, como vinha argumentando.
No final do seu discurso, o líder do CDS-PP manifestou a certeza de que o seu partido voltará a governar em coligação com o PSD, depois das legislativas.
"Portugal merece, Portugal vai ter um Governo CDS", exclamou, antes de se ouvir o hino dos democratas-cristãos.
A menos de uma semana das eleições, Portas alertou para o perigo de "aventuras no Governo" e do crescimento dos "extremistas e radicais" do PCP e Bloco de Esquerda e voltou a sublinhar as competências adquiridas pelo CDS-PP em dois anos e meio de governação.
"Façam uma avaliação em consciência sobre quem está em condições de oferecer liderança ao país - e liderar é ter as ideias arrumadas, garantir estabilidade, manter a serenidade, olhar para o poder como um serviço e manter o sentido de Estado", propôs.
"Avaliem, comparem, escolham, mas o CDS está em condições de vos oferecer essa liderança", reforçou, frisando que sobre a equipa de Governo proposta pelo partido e os mandatários de campanha "não incide nenhuma suspeição de nenhum tipo".
Numa intervenção também muito dirigida aos jovens, o líder do CDS-PP pediu aos portugueses que "abram as portas do futuro sem se voltar atrás" nem "guinadas perigosas e radicais" e prometeu ainda que fará "até ao fim uma campanha limpa" e de "poupança de polémicas".
Cortesia: LUSA + SIC






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