Portas acusa Sócrates de tentar "amolecer" eleitorado do CDS
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou hoje que existem dez deputados em disputa directa entre o seu partido e o PS e acusou José Sócrates de tentar "amolecer" os votantes democratas-cristãos ao elogiá-lo.
"Eu não quero ser antipático, mas esse elogio não é inocente: o engenheiro José Sócrates sabe muito bem, como eu sei, que neste momento há pelo menos dez deputados em disputa directa entre CDS e PS e está a ver se amolece os eleitores do CDS", afirmou Portas aos jornalistas no final de um almoço com apoiantes em Santa Marta de Penaguião, Vila Real.
Na segunda-feira, o líder socialista elogiou a postura de Paulo Portas por "não ter participado no espectáculo indigno" que considerou a deslocação do primeiro-ministro, Santana Lopes, à base aérea de Monte Real.
Sobre este assunto, Portas recusou fazer mais comentários, apenas salientando que "o primeiro-ministro falou verdade", ao dizer que o dossier estava a ser tratado há muito pelos Ministérios da Defesa e dos Transportes.
Na sua intervenção perante cerca de 200 apoiantes do CDS, Paulo Portas desafiou os eleitores a compararem o trabalho do seu partido no Governo com o desempenho do anterior executivo socialista.
"O ministro das Finanças indicado pelo CDS [Bagão Félix] - competente, honrado e bom - conseguiu controlar as contas públicas e começar a baixar o IRS. O PS deixou as contas totalmente desarrumadas", disse.
Também no Ambiente, Portas elogiou a atitude de Luís Nobre Guedes, actual ministro, e criticou o "último ministro do PS" da pasta, José Sócrates, acusando-o de "levar o país a polémicas" a propósito da co-incineração.
"Estamos à vontade com a comparação, só pedimos para sermos comparados em todas as áreas com o PS", disse.
O líder do CDS fez idênticas comparações nas áreas do Turismo e da Defesa, deixando por referir a ministra da Justiça do CDS Celeste Cardona, apesar de ter salientando a reforma do contencioso administrativo "com o timbre e a marca" do partido.
"Se o Estado português pela primeira vez for condenado por um trabalhador português por atrasos na justiça, isso é uma notícia fantástica, só possível pelo novo contencioso administrativo", destacou, referindo-se ao caso do emigrante que perdeu toda a sua fortuna com a falência fraudulenta da Caixa Económica Faialense.
No distrito de Vila Real, onde Portas alimenta a esperança de eleger o deputado perdido há 20 anos, o líder do CDS voltou a pedir mais responsabilidades num futuro Governo, mas sem querer precisar se é adversário directo de Pedro Santana Lopes.
"Eu não falo no meu parceiro de coligação, faço campanha pela positiva", respondeu, prometendo que manterá esta atitude até às eleições de 20 de Fevereiro.
Também quanto às presidenciais e à eventual candidatura de Cavaco Silva, o líder do CDS assegurou que não fará comentários, de forma a não misturar aquelas eleições com as legislativas de 20 de Fevereiro.
Em Vila Real, onde o CDS-PP tem como cabeça de lista Manuel Sampaio Pimentel, Portas apelou à participação de todos, "para que não sejam os socialistas" a eleger mais um deputado por este círculo.
Ao terceiro dia de campanha oficial, o líder democrata-cristão continua a apostar apenas em espaços fechados, tendo distribuído os primeiros beijinhos ao rancho folclórico local, contratado para actuar no almoço com militantes, e aproveitou para dançar com uma das cantadeiras.
(Fonte: Agência Lusa)
"Eu não quero ser antipático, mas esse elogio não é inocente: o engenheiro José Sócrates sabe muito bem, como eu sei, que neste momento há pelo menos dez deputados em disputa directa entre CDS e PS e está a ver se amolece os eleitores do CDS", afirmou Portas aos jornalistas no final de um almoço com apoiantes em Santa Marta de Penaguião, Vila Real.
Na segunda-feira, o líder socialista elogiou a postura de Paulo Portas por "não ter participado no espectáculo indigno" que considerou a deslocação do primeiro-ministro, Santana Lopes, à base aérea de Monte Real.
Sobre este assunto, Portas recusou fazer mais comentários, apenas salientando que "o primeiro-ministro falou verdade", ao dizer que o dossier estava a ser tratado há muito pelos Ministérios da Defesa e dos Transportes.
Na sua intervenção perante cerca de 200 apoiantes do CDS, Paulo Portas desafiou os eleitores a compararem o trabalho do seu partido no Governo com o desempenho do anterior executivo socialista.
"O ministro das Finanças indicado pelo CDS [Bagão Félix] - competente, honrado e bom - conseguiu controlar as contas públicas e começar a baixar o IRS. O PS deixou as contas totalmente desarrumadas", disse.
Também no Ambiente, Portas elogiou a atitude de Luís Nobre Guedes, actual ministro, e criticou o "último ministro do PS" da pasta, José Sócrates, acusando-o de "levar o país a polémicas" a propósito da co-incineração.
"Estamos à vontade com a comparação, só pedimos para sermos comparados em todas as áreas com o PS", disse.
O líder do CDS fez idênticas comparações nas áreas do Turismo e da Defesa, deixando por referir a ministra da Justiça do CDS Celeste Cardona, apesar de ter salientando a reforma do contencioso administrativo "com o timbre e a marca" do partido.
"Se o Estado português pela primeira vez for condenado por um trabalhador português por atrasos na justiça, isso é uma notícia fantástica, só possível pelo novo contencioso administrativo", destacou, referindo-se ao caso do emigrante que perdeu toda a sua fortuna com a falência fraudulenta da Caixa Económica Faialense.
No distrito de Vila Real, onde Portas alimenta a esperança de eleger o deputado perdido há 20 anos, o líder do CDS voltou a pedir mais responsabilidades num futuro Governo, mas sem querer precisar se é adversário directo de Pedro Santana Lopes.
"Eu não falo no meu parceiro de coligação, faço campanha pela positiva", respondeu, prometendo que manterá esta atitude até às eleições de 20 de Fevereiro.
Também quanto às presidenciais e à eventual candidatura de Cavaco Silva, o líder do CDS assegurou que não fará comentários, de forma a não misturar aquelas eleições com as legislativas de 20 de Fevereiro.
Em Vila Real, onde o CDS-PP tem como cabeça de lista Manuel Sampaio Pimentel, Portas apelou à participação de todos, "para que não sejam os socialistas" a eleger mais um deputado por este círculo.
Ao terceiro dia de campanha oficial, o líder democrata-cristão continua a apostar apenas em espaços fechados, tendo distribuído os primeiros beijinhos ao rancho folclórico local, contratado para actuar no almoço com militantes, e aproveitou para dançar com uma das cantadeiras.
(Fonte: Agência Lusa)






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